Brasileiro de Taekwondo Regional: 7 atletas do Acre viajam a Manaus
Sete atletas acreanos viajam para disputa do Brasileiro de Taekwondo Regional, em Manaus
Na madrugada desta quarta-feira (11), sete atletas acreanos deixaram Rio Branco (AC) de carro com destino a Manaus (AM). O objetivo é disputar o Campeonato Brasileiro Regional de Taekwondo, programado para sábado (15) e domingo (16). A delegação enfrenta uma viagem de mais de 900 quilômetros, com travessia de balsa e trechos pela BR-230, a Rodovia Transamazônica.
Sete atletas acreanos viajam para o Brasileiro Regional de Taekwondo em Manaus, competição que serve como seletiva para o Mundial e a Copa América da modalidade. A ausência de apoio da Prefeitura de Rio Branco reduziu a delegação, que inicialmente contaria com até 62 atletas de ônibus.
Por que apenas sete atletas representam o Acre?
A Liga Acreana de Taekwondo (Liat) planejava levar até 62 atletas de ônibus para a capital amazonense. A ausência de apoio da Prefeitura de Rio Branco inviabilizou a ida de todos. Sem o suporte do poder público municipal, a delegação encolheu para sete nomes, que viajam em dois carros.
A redução drástica no número de participantes não é apenas uma questão logística. Menos atletas significa menos chances de pódio e menor exposição do esporte acreano em uma competição de nível nacional. Para os atletas que ficaram, a oportunidade de disputar uma vaga no Mundial e na Copa América fica adiada.
Quem são os atletas acreanos na delegação
A delegação acreana é formada por Gael Demetrius, Antony Rodrigues, Jardesib Rocha, Jhonatan Félix, Jonas Máximos, Ailana Santos e Bryan Azevedo. Este último retorna à modalidade após uma transição para o MMA, o que adiciona uma camada extra de expectativa à sua participação.
O mestre Levy Azevedo acompanha o grupo e destaca o nível técnico dos atletas. "O nível dos atletas está muito bem, os atletas estão top mesmo, vão mesmo para tentar trazer medalhas. Vamos levando sete atletas da categoria mirim até a categoria adulta. A tendência nossa é levar a bandeira do Acre ao lugar mais alto do pódio", afirmou.
A declaração revela um contraste: a confiança no potencial esportivo é alta, mas a estrutura disponível é mínima. Sete atletas representam todas as categorias, da mirim à adulta, o que demonstra a versatilidade do grupo, mas também a limitação imposta pela falta de recursos.
A rota: BR-230, Transamazônica e travessia de balsa
A viagem de Rio Branco a Manaus não é simples. Os atletas e o mestre Levy Azevedo seguem em dois carros, com apoio parlamentar e de parceiros. O percurso inclui uma parada em Porto Velho (RO) antes de entrar em território amazonense.
O trajeto passa pela BR-230, conhecida como Rodovia Transamazônica, e exige uma travessia de balsa. A chegada a Manaus está prevista entre a manhã e a tarde de quinta-feira (12). Ou seja, o grupo terá pouco tempo para descansar antes da competição, que começa no sábado.
A logística é um fator que pode influenciar o desempenho. Atletas que viajam por horas em estradas precárias, com travessia de balsa, chegam ao local da competição com desgaste físico e mental. Isso não é uma zebra, é um padrão que se repete quando o apoio institucional falha.
O que está em jogo: seletiva para o Mundial e a Copa América
A fase regional do Campeonato Brasileiro de Taekwondo não é apenas mais um torneio. Ela serve como seletiva para o Mundial e para a Copa América da modalidade. Uma boa colocação em Manaus pode abrir portas para competições internacionais.
Para os sete atletas acreanos, cada luta representa uma chance de projetar o nome do Acre no cenário nacional e internacional. A pressão é ainda maior porque a delegação é enxuta. Cada pódio conquistado terá um peso simbólico enorme, diante das dificuldades enfrentadas para chegar até lá.
O papel do apoio institucional no esporte de base
A situação da delegação acreana expõe uma realidade comum no esporte brasileiro: a dependência de apoio institucional para viabilizar a participação em competições. A Prefeitura de Rio Branco, que não apoiou a viagem, é um elo ausente nessa corrente.
O apoio parlamentar e de parceiros privados foi o que salvou a participação dos sete atletas. Mas isso não substitui uma política pública consistente de incentivo ao esporte. Sem ela, talentos como Gael Demetrius e Ailana Santos podem ficar pelo caminho, não por falta de habilidade, mas por falta de estrutura.
A pergunta que fica é: quantos outros atletas acreanos teriam potencial para disputar um Mundial se houvesse transporte, hospedagem e alimentação garantidos? A resposta não está nos dados oficiais, mas na diferença entre os 62 atletas esperados e os sete que realmente viajaram.
O que a ausência de 55 atletas significa para o Acre
A diferença entre os 62 atletas planejados e os 7 que viajaram é de 55. Esse número não é apenas estatística. Representa 55 histórias de dedicação ao taekwondo que não terão a chance de competir em uma seletiva internacional.
Para o esporte acreano, a perda é dupla: os atletas deixam de ganhar experiência competitiva, e o estado perde a oportunidade de revelar novos talentos em um palco nacional. A longo prazo, isso pode enfraquecer a base do taekwondo no Acre, que depende de competições para evoluir.
Como o desgaste da viagem pode afetar o desempenho
A viagem de carro de Rio Branco a Manaus, com pernoite em Porto Velho e travessia de balsa, é desgastante. Atletas de alto rendimento precisam de descanso adequado antes de uma competição. Chegar na quinta-feira para competir no sábado deixa uma janela curta de recuperação.
O mestre Levy Azevedo demonstra confiança no grupo, mas a fisiologia não negocia. O cansaço acumulado pode ser o diferencial entre uma medalha e uma eliminação precoce. Isso não é pessimismo, é leitura técnica de um cenário adverso.
A aposta suspeita deixa rastro nos dados; a falta de apoio também. No caso da delegação acreana, o rastro é visível na redução drástica do número de atletas e na logística improvisada. Integridade se protege antes do jogo, não depois. No esporte, estrutura se garante antes da competição, não na véspera.
O que esperar da competição em Manaus
O Campeonato Brasileiro Regional de Taekwondo em Manaus reúne atletas de vários estados. Para os sete acreanos, a expectativa é lutar por medalhas e, quem sabe, garantir vaga no Mundial e na Copa América.
O nível técnico do grupo, segundo o mestre Levy Azevedo, é alto. A confiança em trazer a bandeira do Acre ao lugar mais alto do pódio é real. Resta saber se o desgaste da viagem e a pressão de uma delegação reduzida vão permitir que o potencial se transforme em resultado.
Perguntas Frequentes
Quando acontece o Campeonato Brasileiro Regional de Taekwondo em Manaus?
O campeonato está programado para sábado (15) e domingo (16). A delegação acreana chega a Manaus na quinta-feira (12), após viagem de carro iniciada na madrugada de quarta-feira (11).
Quantos atletas acreanos vão disputar o Brasileiro Regional?
Sete atletas integram a delegação: Gael Demetrius, Antony Rodrigues, Jardesib Rocha, Jhonatan Félix, Jonas Máximos, Ailana Santos e Bryan Azevedo. Inicialmente, a Liat esperava levar até 62 atletas de ônibus, mas a falta de apoio da Prefeitura de Rio Branco inviabilizou a ida dos demais.
Qual é a rota da viagem de Rio Branco a Manaus?
Os atletas viajam em dois carros, passando por Porto Velho antes de entrar no Amazonas. O percurso inclui a BR-230, a Rodovia Transamazônica, e uma travessia de balsa. A chegada a Manaus está prevista para a manhã ou tarde de quinta-feira (12).
O Brasileiro Regional serve como seletiva para quais competições?
A fase regional do Campeonato Brasileiro é seletiva para o Mundial e para a Copa América de Taekwondo. Uma boa colocação em Manaus pode garantir vaga em competições internacionais.
Quem é Bryan Azevedo na delegação acreana?
Bryan Azevedo é um dos sete atletas que viajam para Manaus. Ele retorna ao taekwondo após uma transição para o MMA, o que adiciona expectativa à sua participação no campeonato.