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Brasil celebra 50 anos da 1ª medalha paralímpica: prata em 1976

Brasil celebra 50 anos da primeira medalha em Jogos Paralímpicos

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) celebra nesta quinta-feira os 50 anos da primeira medalha conquistada pelo Brasil na história dos Jogos Paralímpicos. O marco aconteceu em Toronto-1976, quando Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa, o "Curtinho", conquistaram a medalha de prata na disputa de duplas do lawn bowls, modalidade semelhante à bocha disputada sobre a grama.

Resposta direta: O Brasil celebra 50 anos da primeira medalha paralímpica, conquistada em Toronto-1976. Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa, o Curtinho, levaram a prata no lawn bowls, modalidade semelhante à bocha disputada na grama. Desde então, o país soma 461 medalhas em Jogos Paralímpicos.

A prata que abriu caminho

A conquista marcou o início da trajetória brasileira nos pódios paralímpicos. Cinco décadas depois, o país soma 461 medalhas na história dos Jogos e se consolidou entre as principais potências do esporte paralímpico mundial.

A medalha foi conquistada na segunda participação do Brasil em Jogos Paralímpicos. Integrantes da delegação de basquete em cadeira de rodas, Robson Sampaio e Luiz Carlos da Costa também competiram no lawn bowls e garantiram a prata para o país em Toronto.

A edição de 1976 também foi histórica para o movimento paralímpico internacional por contar, pela primeira vez, com atletas amputados e com deficiência visual.

O legado de Robson Sampaio fora da pista

Além do feito esportivo, Robson Sampaio teve papel fundamental no desenvolvimento do paradesporto brasileiro, participando da fundação do Clube do Otimismo, da criação da ANDE (Associação Nacional de Desportos para Deficientes) e chefiando a primeira delegação paralímpica do Brasil, em Heidelberg 1972.

Do jejum de 1980 à melhor campanha em Paris

Após a prata em Toronto, o Brasil passou em branco nos Jogos de 1980, mas voltou a subir ao pódio em 1984, quando conquistou 28 medalhas em Stoke Mandeville.

Desde então, o crescimento foi constante. Em Tóquio-2020, Yeltsin Jacques conquistou o 100º ouro paralímpico da história do país. Já em Paris-2024, o Brasil alcançou sua melhor campanha, com 88 medalhas, sendo 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes, resultado que garantiu a inédita quinta colocação no quadro geral.

A medalha mais recente da trajetória brasileira nos Jogos foi conquistada pela halterofilista Tayana Medeiros, campeã paralímpica em Paris com direito a recorde da competição.

Os maiores medalhistas do país

Entre os maiores medalhistas do país, Daniel Dias segue como principal referência, com 27 medalhas paralímpicas. André Brasil e Clodoaldo Silva aparecem logo atrás, com 14 medalhas cada.

No feminino, os destaques ficam para Carol Santiago, brasileira com mais medalhas de ouro em Jogos Paralímpicos, e Ádria Santos, dona de 13 pódios ao longo da carreira.

50 anos depois

Cinquenta anos depois da histórica prata de Robson Sampaio e Luiz Carlos da Costa, o Brasil celebra uma trajetória que transformou o país em uma das maiores potências do esporte paralímpico mundial. Nem toda injustiça esportiva está num estádio lotado; uma vaga olímpica pode ser decidida fora da pista. Aqui, a prata de 1976 provou que o paradesporto brasileiro tinha um futuro de pódios.

Perguntas Frequentes

Quem conquistou a primeira medalha paralímpica do Brasil?

Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa, o Curtinho, conquistaram a prata no lawn bowls em Toronto-1976.

Quantas medalhas o Brasil tem em Jogos Paralímpicos?

O país soma 461 medalhas na história dos Jogos Paralímpicos.

Qual foi a melhor campanha do Brasil em Paralimpíadas?

Em Paris-2024, o Brasil conquistou 88 medalhas, sendo 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes, garantindo a inédita quinta colocação no quadro geral.

Quem é o maior medalhista paralímpico brasileiro?

Daniel Dias é a principal referência, com 27 medalhas paralímpicas.

Nayara Pilatti Rondon
Jornalista de esportes olímpicos e modalidades amadoras
Cobre vôlei, atletismo e judô; mostra a justiça desportiva além do futebol.
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