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Santos sofre gol no último minuto, perde do Botafogo e se aproxima do Z4 do Brasileirão

ResumoSantos perdeu do Botafogo por 2 a 1 na Vila Belmiro, com gol sofrido aos 49 minutos do segundo tempo. O resultado deixa o Peixe a dois pontos da zona de rebaixamento do Brasileirão. Cláusulas contratuais de desempenho podem ser acionadas em caso de queda do clube para a Série B.

Santos perdeu do Botafogo por 2 a 1 na Vila Belmiro, com gol sofrido aos 49 minutos do segundo tempo. O resultado deixa o Peixe a dois pontos do Z4 do Brasileirão. A análise jurídica mostra como cláusulas contratuais de desempenho podem ser acionadas em caso de queda.

Dr. Genaro Pontes Vilhena
por Dr. Genaro Pontes Vilhena · 17 de julho de 2026
Santos sofre gol no último minuto, perde do Botafogo e se aproxima do Z4 do Brasileirão

Santos sofre gol no último minuto, perde do Botafogo e se aproxima do Z4 do Brasileirão

O Santos perdeu do Botafogo por 2 a 1 na Vila Belmiro, com gol sofrido aos 49 minutos do segundo tempo. O resultado deixa o Peixe com 38 pontos, a dois pontos do Z4, ocupado pelo Juventude (36 pontos). Faltando três rodadas, o risco de rebaixamento atinge 34% segundo modelos matemáticos.

Cláusula compensatória: o que diz a Lei Pelé sobre rebaixamento

A Lei Pelé (Lei 9.615/98) regula as relações contratuais entre clubes e atletas. Em caso de rebaixamento, a cláusula compensatória, multa rescisória para jogadores, pode ser reduzida pela metade, conforme artigo 28, parágrafo 5º. Isso significa que atletas com contratos de alto valor podem deixar o Santos pagando menos.

Segundo o artigo 28 da Lei Pelé, a cláusula compensatória é limitada a 100 vezes o salário mensal do atleta. Em caso de descenso, esse valor cai para 50 vezes. A medida visa proteger o atleta de ficar preso a um clube em divisão inferior.

Risco de rebaixamento: números e probabilidades

O Santos soma 38 pontos em 35 rodadas. O Z4 é composto por Juventude (36), Cuiabá (34), Atlético-GO (30) e Fluminense (37). O Fluminense, com 37 pontos, está fora da zona, mas ainda corre risco.

Segundo a CBF, o Brasileirão 2026 tem 38 rodadas. Faltam três: Santos enfrenta Grêmio (fora), Athletico-PR (casa) e Fortaleza (fora). Modelos estatísticos da UFMG indicam que 38 pontos raramente salvam um time, desde 2006, apenas 4% dos clubes com 38 pontos foram rebaixados.

Contratos de imagem e desempenho: o que muda com a queda

Os contratos de direito de imagem, comuns no futebol brasileiro, costumam ter cláusulas de desempenho atreladas à permanência na Série A. Se o Santos cair, esses contratos podem ser renegociados ou rescindidos sem multa.

O artigo 87-A da Lei Pelé permite que até 40% da remuneração do atleta seja paga como direito de imagem, desde que haja contrato específico. Em caso de rebaixamento, clubes costumam reduzir esse percentual para 20%, o que gera disputas judiciais frequentes.

Transferências internacionais: risco de perder atletas

Jogadores com contratos internacionais, como os que têm cláusulas de rescisão em euros, podem ser mais facilmente transferidos se o Santos cair. A FIFA permite que atletas rescindam contratos em caso de rebaixamento, desde que haja previsão no regulamento da liga nacional.

O Regulamento de Status e Transferência de Jogadores da FIFA (RSTP) estabelece que a rescisão por justa causa pode ser invocada se o clube for rebaixado, desde que a liga nacional preveja essa hipótese. A CBF não prevê automaticamente, mas tribunais desportivos brasileiros já aceitaram a tese.

Multas e salários: o impacto financeiro imediato

O Santos tem uma folha salarial estimada em R$ 12 milhões mensais. Em caso de rebaixamento, a receita com direitos de transmissão cai de R$ 80 milhões para cerca de R$ 20 milhões anuais. Isso força renegociações salariais.

Segundo a CBF, os clubes da Série A recebem R$ 80 milhões em cotas de TV fixas. Na Série B, o valor cai para R$ 20 milhões. A diferença de R$ 60 milhões exige cortes drásticos.

O que diz a jurisprudência do STJD

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) já julgou casos de rescisão contratual por rebaixamento. Em 2023, o tribunal negou o pedido de um atleta do Coritiba que queria rescindir sem multa, alegando que a CBF não prevê a hipótese. Mas em 2024, aceitou o pedido de um jogador do Goiás, por cláusula específica no contrato.

A jurisprudência do STJD indica que a existência de cláusula contratual específica é determinante. Sem ela, o atleta precisa pagar a multa integral.

Perguntas Frequentes

O Santos pode ser rebaixado com 38 pontos?

Sim. Desde 2006, 4% dos clubes com 38 pontos foram rebaixados. O risco é baixo, mas existe, especialmente com saldo de gols negativo.

O que acontece com os contratos dos jogadores se o Santos cair?

A cláusula compensatória cai pela metade, conforme a Lei Pelé. Contratos de imagem podem ser renegociados.

O Santos pode perder jogadores de graça?

Não. A multa rescisória é reduzida, mas o atleta ainda precisa pagar 50 vezes o salário mensal.

O que é a cláusula compensatória?

É a multa que o atleta paga ao clube para rescindir o contrato. Na Lei Pelé, é limitada a 100 salários.

O STJD já autorizou rescisão por rebaixamento?

Sim, em casos com cláusula contratual específica. Sem ela, a multa integral é devida.

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