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Com Aurélio Buta, São Paulo terá seis laterais direitos para o restante do ano

ResumoA contratação de Aurélio Buta pelo São Paulo Futebol Clube resulta em seis laterais direitos no elenco para o restante da temporada. A Lei Pelé e a cláusula compensatória explicam o excesso de atletas na posição, combinando aspectos jurídicos e esportivos na gestão do clube.

A contratação de Aurélio Buta pelo São Paulo forma um grupo de seis laterais direitos para a temporada. A Lei Pelé e a cláusula compensatória são a chave para entender o excesso de atletas na posição. Veja análise jurídica e esportiva.

Dr. Genaro Pontes Vilhena
por Dr. Genaro Pontes Vilhena · 17 de julho de 2026
Com Aurélio Buta, São Paulo terá seis laterais direitos para o restante do ano

Com Aurélio Buta, São Paulo terá seis laterais direitos para o restante do ano

A contratação de Aurélio Buta pelo São Paulo, anunciada em junho de 2026, eleva para seis o número de laterais direitos no elenco profissional. O grupo inclui Rafinha, Igor Vinícius, Nathan, Moreira, Raí Ramos e o próprio Buta. A Lei Pelé, em seu artigo 28, estabelece que o vínculo desportivo do atleta com o clube é regido por contrato de trabalho, com prazo determinado e possibilidade de renovação ou rescisão. O excesso de atletas na mesma posição gera riscos contratuais e financeiros.

A chegada de Aurélio Buta e o contexto contratual

Aurélio Buta, lateral de 29 anos, chega ao São Paulo com contrato até dezembro de 2027, segundo o registro da CBF. O clube não detalhou valores, mas a cláusula compensatória, prevista no artigo 28 da Lei Pelé, é o instrumento que protege o investimento em caso de transferência antes do fim do vínculo. Para o atleta, o contrato de trabalho com prazo determinado garante estabilidade, mas o excesso de concorrentes pode reduzir minutos em campo, fator que, na prática, influencia renovações e rescisões.

Os seis laterais direitos: perfil e situação contratual

Rafinha (40 anos), contrato até dezembro de 2026

Rafinha é o mais experiente do grupo, com passagens por Bayern de Munique e Flamengo. O contrato atual, registrado na CBF, termina no fim do ano. Aos 40 anos, a tendência é de aposentadoria ou saída ao final do vínculo. O São Paulo não deve renovar, dado o alto custo salarial e a idade avançada.

Igor Vinícius (28 anos), contrato até dezembro de 2027

Igor Vinícius é o titular da posição. O contrato longo, até 2027, foi renovado em 2025. A cláusula compensatória, segundo a Lei Pelé, permite que o clube receba indenização em caso de venda antes do fim do vínculo. Com Buta, a concorrência aumenta, mas Igor mantém a vantagem de ser o jogador mais regular do elenco.

Nathan (21 anos), contrato até dezembro de 2028

Nathan é a aposta de base. O contrato de formação, com prazo de até cinco anos, segue o artigo 29 da Lei Pelé, que permite vínculo máximo de 60 meses para atletas revelados em casa. A presença de Buta pode atrasar a transição para o profissional, mas o clube pode cedê-lo por empréstimo para ganhar experiência.

Moreira (22 anos), contrato até dezembro de 2027

Moreira foi contratado em 2025 do América-MG. O contrato de três anos é típico de jogador em ascensão. Com Buta, a chance de minutos diminui. O São Paulo pode negociar uma rescisão amigável ou empréstimo, evitando o pagamento integral do salário.

Raí Ramos (25 anos), contrato até dezembro de 2026

Raí Ramos chegou em 2024 do Novorizontino. O contrato curto reflete a aposta em um atleta de custo baixo. A chegada de Buta praticamente inviabiliza seu espaço. A rescisão antecipada, com base no artigo 28 da Lei Pelé, exige pagamento de multa ou acordo mútuo.

Aurélio Buta (29 anos), contrato até dezembro de 2027

Buta é a contratação mais recente. O contrato de 18 meses (junho de 2026 a dezembro de 2027) é o maior prazo entre os laterais, exceto Igor Vinícius. O clube investiu em um jogador com experiência europeia, mas o excesso de atletas na posição pode gerar atrito no vestiário e pressão por saídas.

Riscos contratuais do excesso de atletas

A Lei Pelé, no artigo 28, estabelece que o contrato de trabalho do atleta profissional tem prazo determinado, mas a rescisão antecipada sem justa causa gera multa. Para o clube, manter seis laterais direitos significa pagar salários que podem ultrapassar R$ 1,5 milhão por mês (considerando salários médios de R$ 250 mil por atleta). O risco de passivo trabalhista aumenta se o clube não conseguir negociar saídas.

A cláusula compensatória, prevista no mesmo artigo, protege o clube em caso de venda, mas o excesso de atletas reduz o valor de mercado de cada um. Para o atleta, a falta de minutagem pode prejudicar a carreira e levar a pedidos de rescisão indireta, com base no artigo 483 da CLT, que permite ao empregado rescindir o contrato por descumprimento do empregador.

O que diz a regulamentação da FIFA

A FIFA, no Regulamento sobre o Estatuto e Transferência de Jogadores (RSTP), artigo 17, trata das consequências da rescisão contratual sem justa causa. Para o São Paulo, a manutenção de atletas sem utilização pode ser interpretada como conduta abusiva, abrindo margem para disputas na Câmara de Resolução de Disputas (DRC) da entidade. O clube deve priorizar a negociação de saídas para evitar litígios.

O impacto no elenco e no orçamento

O orçamento do São Paulo para 2026, divulgado pelo clube, prevê gastos com futebol de R$ 350 milhões. Com seis laterais direitos, a fatia para a posição pode chegar a R$ 18 milhões anuais (considerando salários e encargos). O clube precisa equilibrar o elenco para não comprometer outras posições.

Perguntas Frequentes

Quantos laterais direitos o São Paulo tem agora?

Com a chegada de Aurélio Buta, o São Paulo tem seis laterais direitos: Rafinha, Igor Vinícius, Nathan, Moreira, Raí Ramos e Buta.

Qual a lei que regula os contratos de atletas no Brasil?

A Lei Pelé (Lei 9.615/98), em especial os artigos 28 e 29, regula o vínculo desportivo, a cláusula compensatória e os prazos contratuais.

O que acontece se o São Paulo não utilizar todos os laterais?

O clube pode negociar empréstimos, rescisões amigáveis ou aguardar o fim dos contratos. A falta de utilização pode gerar pedidos de rescisão indireta por parte dos atletas.

Aurélio Buta pode ser titular?

Buta chega para disputar posição com Igor Vinícius, titular atual. A experiência europeia pode lhe dar vantagem, mas a adaptação ao futebol brasileiro é incerta.

Qual o risco de o São Paulo ter que pagar multas?

Se o clube rescindir contratos sem justa causa, terá que pagar a multa prevista na cláusula compensatória, que pode chegar a 100% dos salários restantes.

Como a FIFA regula o excesso de atletas?

A FIFA, pelo RSTP artigo 17, permite que atletas rescindam contratos por justa causa se o clube não cumprir obrigações, como pagamento de salários ou utilização mínima.

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