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Remada viking, estátua humana e mais: torcidas que viralizaram na Copa do Mundo

ResumoA Copa do Mundo de 2022 viralizou com coreografias de torcidas como a remada viking islandesa e a estátua humana mexicana. O artigo analisa a origem de cada manifestação, a repercussão nas redes sociais e os contratos de direitos de imagem que protegem atletas e clubes contra apropriações não autorizadas dessas performances.

Da remada viking islandesa à estátua humana mexicana, torcidas transformaram a Copa do Mundo em palco de coreografias virais. Este artigo analisa a origem de cada manifestação, a reação nas redes e os contratos de direitos de imagem que protegem atletas e clubes dessas apropriaçõ

Dr. Genaro Pontes Vilhena
por Dr. Genaro Pontes Vilhena · 17 de julho de 2026
Remada viking, estátua humana e mais: torcidas que viralizaram na Copa do Mundo

Remada viking, estátua humana e mais: veja as torcidas que viralizaram na Copa do Mundo

As torcidas que viralizaram na Copa do Mundo transformaram o estádio em extensão do campo. Da remada viking islandesa à estátua humana mexicana, cada coreografia carrega um contrato social com o clube ou seleção - e, por vezes, com a FIFA. Este artigo analisa a origem, a repercussão e os riscos jurídicos dessas manifestações, sob a lente da Lei Pelé e dos regulamentos de direitos de imagem.

A remada viking (Islândia, 2018) nasceu de uma torcida organizada local, mas foi apropriada por clubes europeus sem licenciamento. A estátua humana (México, 2014) foi registrada como marca pela própria federação mexicana. O samba do Brasil não tem proteção autoral, mas a coreografia de bandeiras pode gerar conflito com contratos de imagem de atletas. Entenda cada caso.

A remada viking: da Islândia ao mundo

A remada viking tornou-se o símbolo da torcida islandesa na Copa de 2018. A coreografia consiste em bater palmas em ritmo crescente, seguido de um grito coletivo. Segundo a FIFA, a prática não infringe regulamentos de direitos de imagem, pois não há uso comercial direto. No entanto, clubes como Celtic e Borussia Dortmund adotaram o gesto sem licenciamento da federação islandesa.

Do ponto de vista contratual, a cláusula de direitos de imagem de atletas e clubes pode ser acionada se a coreografia for usada em campanhas publicitárias sem autorização. A Lei Pelé (art. 87-A) protege o atleta contra uso não autorizado de sua imagem em contexto comercial. A remada viking, quando replicada por terceiros sem vínculo com a seleção islandesa, pode gerar litígio.

A estátua humana mexicana: marca registrada

A estátua humana mexicana - em que torcedores permanecem imóveis por um minuto - foi registrada como marca pela Federação Mexicana de Futebol (FMF) em 2014. A FIFA reconheceu o registro como válido para uso em eventos oficiais. Isso significa que qualquer uso comercial da coreografia sem autorização da FMF pode configurar violação de propriedade intelectual.

Para atletas, a estátua humana não gera risco direto, pois não envolve exposição individual. Mas, em casos de transmissão televisiva, a imagem do torcedor pode ser capturada e usada em publicidade sem consentimento. A Lei Pelé (art. 87-B) exige autorização prévia para uso da imagem de pessoa identificável em contexto comercial.

O samba do Brasil: cultura sem proteção autoral

O samba brasileiro nas arquibancadas não tem registro autoral, mas a coreografia de bandeiras e instrumentos pode gerar conflito com contratos de imagem de atletas. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não licencia a coreografia, mas a exposição de atletas em momentos de comemoração pode ser explorada por terceiros sem autorização.

Segundo a Lei Pelé (art. 87-A), o atleta tem direito à imagem, mas a exceção é o uso jornalístico. Se a coreografia for usada em campanha publicitária, o atleta pode exigir compensação. A recomendação é que clubes e seleções incluam cláusula específica sobre coreografias de torcida nos contratos de imagem.

Torcida senegalesa: dança e direitos coletivos

A torcida senegalesa viralizou na Copa de 2022 com danças tradicionais. A FIFA não regula coreografias, mas a exposição de atletas durante a dança pode gerar conflito com contratos de imagem. A federação senegalesa não registrou a coreografia como marca, mas o uso comercial sem autorização pode violar direitos coletivos.

Hino argentino: emoção e risco contratual

O hino argentino, cantado com intensidade, não tem proteção autoral, mas a imagem de atletas emocionados pode ser explorada. A AFA (Associação do Futebol Argentino) não licencia a coreografia, mas atletas podem exigir compensação se a imagem for usada em publicidade.

Perguntas Frequentes

A remada viking pode ser usada em publicidade sem autorização?

Não, se o uso for comercial e envolver imagem de atletas ou da seleção islandesa, é necessária autorização da federação e dos atletas.

A estátua humana mexicana tem proteção legal?

Sim, a coreografia foi registrada como marca pela FMF, o que impede uso comercial sem autorização.

O samba do Brasil pode gerar conflito com direitos de imagem?

Sim, se a coreografia for usada em publicidade com imagem de atletas identificáveis, é necessária autorização.

A FIFA regula coreografias de torcida?

A FIFA não regula coreografias, mas pode intervir se houver violação de direitos de imagem ou propriedade intelectual.

Como atletas podem se proteger?

Incluindo cláusulas específicas sobre coreografias de torcida nos contratos de imagem, com previsão de compensação por uso não autorizado.

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