Futebol

Lateral espanhol e meia argentino buscam segundo título de Copa do Mundo em um ano; entenda

ResumoLateral espanhol e meia argentino buscam segundo título de Copa do Mundo em um ano. Jogadores campeões mundiais em 2022 e 2023, respectivamente, podem conquistar novo título devido a regras de transferência da FIFA e Lei Pelé. Análise contratual permite que atletas mudem de seleção e disputem competições em diferentes ciclos.

Um lateral espanhol e um meia argentino, ambos campeões mundiais em 2022 e 2023, respectivamente, buscam o segundo título de Copa do Mundo em um ano. A análise contratual e as regras de transferência da FIFA e da Lei Pelé explicam como isso é possível.

Dr. Genaro Pontes Vilhena
por Dr. Genaro Pontes Vilhena · 16 de julho de 2026
Lateral espanhol e meia argentino buscam segundo título de Copa do Mundo em um ano; entenda

Lateral espanhol e meia argentino buscam segundo título de Copa do Mundo em um ano; entenda

Um lateral espanhol e um meia argentino, ambos campeões mundiais em 2022 e 2023, respectivamente, buscam o segundo título de Copa do Mundo em menos de 12 meses. A análise contratual e as regras de transferência da FIFA e da Lei Pelé explicam como isso é possível. Segundo o Regulamento FIFA sobre Estatuto e Transferência de Jogadores (RSTP), a transferência internacional de jogadores entre clubes de federações diferentes exige a observância de janelas de transferência e de cláusulas compensatórias. A Lei Pelé, em seu artigo 28, estabelece que a cláusula compensatória é o valor devido pelo clube que contrata o atleta ao clube de origem, podendo ser livremente pactuada entre as partes.

Como um jogador pode ser bicampeão mundial em um ano?

A conquista de dois títulos mundiais em um ano depende de uma combinação de fatores contratuais, regulatórios e de calendário esportivo. O lateral espanhol e o meia argentino, ao serem campeões em 2022 e 2023, respectivamente, podem, em tese, ser transferidos para clubes que disputam competições continentais em hemisférios diferentes, como a Copa Libertadores da América e a UEFA Champions League. A FIFA, por meio de seu Regulamento sobre Estatuto e Transferência de Jogadores (RSTP), permite que jogadores sejam registrados por até três clubes em uma mesma temporada, desde que respeitadas as janelas de transferência e as regras de cada federação.

A cláusula compensatória e a Lei Pelé

A Lei Pelé (Lei nº 9.615/1998) regula a cláusula compensatória no artigo 28, que estabelece que o valor da cláusula compensatória é livremente pactuado entre clube e atleta, podendo ser exigido em caso de rescisão contratual sem justa causa. Para o lateral espanhol e o meia argentino, a existência de cláusulas compensatórias elevadas pode dificultar a transferência entre clubes, mas não impede a busca pelo segundo título mundial, desde que haja acordo entre as partes. O contrato de trabalho esportivo, segundo a Lei Pelé, deve conter cláusulas específicas sobre direitos de imagem e cláusula compensatória.

As regras da FIFA para transferências internacionais

O Regulamento FIFA sobre Estatuto e Transferência de Jogadores (RSTP) estabelece que a transferência internacional de jogadores entre clubes de federações diferentes exige a emissão de um Certificado de Transferência Internacional (CTI) pela federação de origem. Para o lateral espanhol e o meia argentino, a transferência para clubes de federações como a CBF (Brasil) ou a AFA (Argentina) exigiria o cumprimento das regras de janela de transferência e de registro de jogadores. A FIFA permite que jogadores sejam registrados por até três clubes em uma mesma temporada, desde que respeitadas as janelas de transferência e as regras de cada federação.

Janelas de transferência e calendário esportivo

As janelas de transferência são períodos específicos em que os clubes podem registrar novos jogadores. No Brasil, a CBF estabelece duas janelas de transferência por ano: uma de janeiro a abril e outra de julho a agosto janelas de transferência CBF. Para o lateral espanhol e o meia argentino, a transferência para clubes brasileiros ou argentinos exigiria a observância dessas janelas, além do cumprimento das regras de registro de jogadores estrangeiros. A FIFA, por meio de seu Regulamento sobre Estatuto e Transferência de Jogadores (RSTP), permite que jogadores sejam registrados por até três clubes em uma mesma temporada, desde que respeitadas as janelas de transferência e as regras de cada federação.

O papel dos direitos de imagem no contrato

Os direitos de imagem são um componente essencial dos contratos de atletas, especialmente em transferências internacionais. A Lei Pelé, em seu artigo 87-A, estabelece que os direitos de imagem podem ser cedidos pelo atleta ao clube, mediante contraprestação específica. Para o lateral espanhol e o meia argentino, a negociação dos direitos de imagem pode ser um fator determinante para a viabilidade da transferência, uma vez que clubes de diferentes federações podem ter interesses comerciais distintos. A cláusula de direitos de imagem deve ser redigida com clareza, especificando o valor, a forma de pagamento e o período de vigência.

Riscos contratuais e regulatórios

A busca pelo segundo título de Copa do Mundo em um ano envolve riscos contratuais e regulatórios significativos. O lateral espanhol e o meia argentino podem enfrentar litígios com seus clubes de origem, caso a transferência seja realizada sem o cumprimento das cláusulas compensatórias ou das regras de registro de jogadores. A FIFA, por meio de seu Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), julga disputas relacionadas a transferências internacionais TAS FIFA. Além disso, a Lei Pelé prevê sanções para clubes que descumprirem as regras de transferência, como multas e perda de pontos.

Perguntas Frequentes

Quais são as regras da FIFA para transferências internacionais?

O Regulamento FIFA sobre Estatuto e Transferência de Jogadores (RSTP) estabelece que a transferência internacional exige a emissão de um Certificado de Transferência Internacional (CTI) pela federação de origem, além do respeito às janelas de transferência e às regras de registro de jogadores.

O que é a cláusula compensatória na Lei Pelé?

A cláusula compensatória, prevista no artigo 28 da Lei Pelé, é o valor devido pelo clube que contrata o atleta ao clube de origem, em caso de rescisão contratual sem justa causa, sendo livremente pactuada entre as partes.

Como os direitos de imagem são regulados no contrato de atleta?

Os direitos de imagem são regulados pelo artigo 87-A da Lei Pelé, que permite a cessão dos direitos de imagem pelo atleta ao clube, mediante contraprestação específica, devendo o contrato especificar valor, forma de pagamento e período de vigência.

Quais são os riscos de uma transferência internacional sem cláusula compensatória?

A transferência internacional sem o pagamento da cláusula compensatória pode resultar em litígio no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) da FIFA, além de sanções como multas e perda de pontos para o clube contratante, conforme previsto na Lei Pelé.

É possível um jogador ser registrado por três clubes em uma temporada?

Sim, a FIFA permite que jogadores sejam registrados por até três clubes em uma mesma temporada, desde que respeitadas as janelas de transferência e as regras de cada federação.

Leia também

Publicidade