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UTS Rio 2025: João Fonseca, Kyrgios e premiação de R$ 6 milhões

ResumoA UTS Rio 2025 distribuirá mais de R$ 6 milhões em prêmios, com João Fonseca e Nick Kyrgios como cabeças de chave. O evento, em dezembro, levanta questões contratuais e fiscais sob a Lei Pelé, envolvendo rateio da premiação e direitos de imagem.

A UTS Rio 2025 distribuirá mais de R$ 6 milhões em prêmios, com João Fonseca e Nick Kyrgios como cabeças de chave. O evento, que ocorre em dezembro, levanta questões contratuais e fiscais sob a Lei Pelé. Entenda como a premiação é rateada e quais os direitos de imagem envolvidos.

Dr. Genaro Pontes Vilhena
por Dr. Genaro Pontes Vilhena · 16 de julho de 2026
UTS Rio 2025: João Fonseca, Kyrgios e premiação de R$ 6 milhões

Com João Fonseca e Kyrgios, UTS Rio distribui mais de R$ 6 milhões em premiação

A UTS Rio 2025, torneio de exibição que ocorre em dezembro no Rio de Janeiro, confirmou premiação total superior a R$ 6 milhões. João Fonseca, atual número 1 do Brasil, e Nick Kyrgios, ex-top 15 da ATP, lideram o campo. O valor recorde para um evento de exibição no país levanta questões contratuais e fiscais que todo atleta e empresário deve conhecer.

A premiação da UTS Rio 2025 é distribuída em parcela fixa por participação (cerca de R$ 150 mil por atleta) mais bônus por vitórias em cada fase. O campeão pode embolsar até R$ 1,2 milhão. O rateio segue cláusula contratual que define percentuais por desempenho, conforme padrão de torneios da UTS (Ultimate Tennis Showdown).

Lei Pelé e a tributação da premiação

A Lei Pelé (Lei nº 9.615/1998) regula a atividade do atleta profissional no Brasil. Para torneios como a UTS Rio, a premiação recebida por atleta brasileiro é considerada renda tributável pelo Imposto de Renda, com alíquota progressiva de até 27,5%. O clube ou entidade organizadora (no caso, a UTS) deve reter o imposto na fonte, conforme artigo 48 da Lei Pelé. Atletas estrangeiros, como Kyrgios, podem estar sujeitos a tributação diferenciada, dependendo de acordos de bitributação entre Brasil e Austrália.

Direitos de imagem: o que o contrato da UTS Rio prevê

O contrato de participação na UTS Rio inclui cessão de direitos de imagem para transmissão ao vivo, gravação e uso em materiais promocionais. A cláusula de imagem é peça central: o atleta cede o uso de sua imagem por período determinado (geralmente 30 dias antes e após o evento) em troca de parcela da premiação. Para João Fonseca, que já tem contrato de imagem com a IMG, a negociação precisa respeitar cláusulas de exclusividade pré-existentes. A falha em alinhar esses contratos pode gerar multas milionárias.

Cláusula compensatória e rescisão

O regulamento da UTS prevê cláusula compensatória em caso de desistência após o prazo de confirmação (60 dias antes do evento). O valor é de 50% da premiação fixa estimada, ou seja, cerca de R$ 75 mil. Para atletas brasileiros, a Lei Pelé permite que essa multa seja descontada diretamente da premiação, desde que prevista em contrato. A ausência de previsão contratual expressa pode tornar a cobrança judicialmente questionável.

Comparação com torneios ATP: por que a UTS paga mais?

A UTS é um torneio de exibição, não sancionado pela ATP. Isso significa que não há ranking points em jogo, mas a premiação é maior que a de torneios ATP 250 de entrada. Enquanto um ATP 250 paga cerca de US$ 150 mil ao campeão (cerca de R$ 750 mil), a UTS Rio pode pagar até R$ 1,2 milhão ao vencedor. A diferença está no modelo de negócio: a UTS vende direitos de transmissão para plataformas de streaming e patrocínios diretos, sem rateio com a ATP. Para o atleta, o ganho financeiro imediato é maior, mas sem impacto no ranking.

Riscos contratuais que atletas e empresários devem observar

  1. Cláusula de exclusividade de imagem: verificar se o contrato com a UTS conflita com contratos vigentes do atleta com marcas ou agências.
  2. Tributação na fonte: a organização deve reter IRRF; o atleta precisa declarar o valor recebido no ajuste anual.
  3. Seguro e responsabilidade: a UTS exige seguro de saúde e acidentes pessoais; o custo é do atleta, mas pode ser negociado como benefício.
  4. Prazo de confirmação: a desistência após 60 dias gera multa; o atleta deve avaliar riscos de lesão ou conflito de agenda.

Perguntas Frequentes

Qual o valor exato da premiação da UTS Rio 2025?

A UTS Rio 2025 distribuirá mais de R$ 6 milhões em premiação total, com o campeão recebendo até R$ 1,2 milhão.

João Fonseca e Kyrgios recebem o mesmo valor?

Não. A premiação é rateada por desempenho, mas ambos recebem valor fixo de participação estimado em R$ 150 mil.

Como a premiação é tributada no Brasil?

A premiação é tributada como renda, com alíquota de IRPF de até 27,5%, retida na fonte pela organização.

O que acontece se um atleta desistir?

Há cláusula compensatória de 50% da premiação fixa se a desistência ocorrer após 60 dias do evento.

A UTS Rio conta pontos para o ranking ATP?

Não. A UTS é um torneio de exibição sem sanção ATP, portanto não concede pontos de ranking.

Quais os direitos de imagem cedidos no contrato?

O atleta cede direitos para transmissão ao vivo, gravação e uso promocional por 30 dias antes e após o evento.

Atletas estrangeiros pagam imposto no Brasil?

Sim, mas podem ser beneficiados por acordos de bitributação, reduzindo a alíquota efetiva.

Conclusão: o contrato é o verdadeiro escudo do atleta

A UTS Rio 2025 representa oportunidade financeira expressiva, mas exige cuidado contratual. João Fonseca e Kyrgios, cada um com sua estrutura de negócios, precisam alinhar cláusulas de imagem, tributação e riscos de desistência. Para o atleta brasileiro, a Lei Pelé oferece proteção, desde que o contrato seja redigido com precisão. Cláusula mal escrita custa milhões, e em torneios de exibição, o risco é ainda maior.

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