Infantino é alvo de nova denúncia na Fifa por relação com Trump
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, voltou a ser alvo de uma denúncia na comissão de ética da entidade. Desta vez, a reclamação envolve sua relação com Donald Trump, líder dos Estados Unidos. Segundo o jornal L'Équipe, a ONG britânica FairSquare apresentou o caso citando oito episódios ocorridos nos últimos dois anos entre o dirigente e o presidente americano.
A organização acusa Infantino de repetir possíveis violações das regras de neutralidade política e de usar de forma indevida os poderes do cargo. Entre os episódios listados está a proximidade com Trump e a entrega do Prêmio da Paz da Fifa ao presidente americano, em dezembro de 2025.
A nova queixa chega depois de a FairSquare ter apresentado reclamação semelhante contra Infantino ao Comitê de Ética do Comitê Olímpico Internacional, rejeitada em julho. A ONG também pede que o dirigente seja considerado inelegível para buscar novos mandatos.
Para quem acompanha a gestão de Infantino, o padrão de conduta descrito pela FairSquare não é inédito. O episódio do prêmio a Trump, em particular, reforça a percepção de aproximação política que a entidade costuma evitar em períodos de Copa do Mundo, quando a neutralidade é tratada como ativo institucional.
A diferença entre uma zebra esportiva e um padrão anômalo está na repetição. No caso da FairSquare, são oito episódios em dois anos, o que sugere um comportamento contínuo, não um deslize pontual. A rejeição anterior pelo COI, porém, mostra que nem toda acusação prospera.
A denúncia agora depende da análise da comissão de ética da Fifa, que pode arquivar o caso ou abrir investigação formal. Enquanto isso, o mercado de apostas e os dirigentes de federações acompanham o desdobramento com atenção, pois uma eventual inelegibilidade de Infantino alteraria o tabuleiro sucessório da entidade máxima do futebol.
A integridade se protege antes do jogo, não depois. No campo institucional, a mesma lógica vale: a FairSquare tenta, com a denúncia, criar um precedente que limite o uso político do cargo antes que novos episódios ocorram.