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Infantino é alvo de nova denúncia na Fifa por relação com Trump

ResumoGianni Infantino, presidente da Fifa, enfrenta nova denúncia na comissão de ética da entidade por suposta relação imprópria com Donald Trump. A ONG FairSquare apresentou oito episódios que acusam o dirigente de usar indevidamente o cargo em benefício pessoal ou político. A investigação ocorre em meio a críticas sobre a transparência da gestão de Infantino na Fifa.

Gianni Infantino, presidente da Fifa, é alvo de nova denúncia na comissão de ética da entidade por sua relação com Donald Trump. A ONG FairSquare cita oito episódios e acusa o dirigente de usar indevidamente o cargo.

Berenice Lustosa Caminha
por Berenice Lustosa Caminha · 08 de setembro de 2026
Infantino é alvo de nova denúncia na Fifa por relação com Trump

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, voltou a ser alvo de uma denúncia na comissão de ética da entidade. Desta vez, a reclamação envolve sua relação com Donald Trump, líder dos Estados Unidos. Segundo o jornal L'Équipe, a ONG britânica FairSquare apresentou o caso citando oito episódios ocorridos nos últimos dois anos entre o dirigente e o presidente americano.

A organização acusa Infantino de repetir possíveis violações das regras de neutralidade política e de usar de forma indevida os poderes do cargo. Entre os episódios listados está a proximidade com Trump e a entrega do Prêmio da Paz da Fifa ao presidente americano, em dezembro de 2025.

A nova queixa chega depois de a FairSquare ter apresentado reclamação semelhante contra Infantino ao Comitê de Ética do Comitê Olímpico Internacional, rejeitada em julho. A ONG também pede que o dirigente seja considerado inelegível para buscar novos mandatos.

Para quem acompanha a gestão de Infantino, o padrão de conduta descrito pela FairSquare não é inédito. O episódio do prêmio a Trump, em particular, reforça a percepção de aproximação política que a entidade costuma evitar em períodos de Copa do Mundo, quando a neutralidade é tratada como ativo institucional.

A diferença entre uma zebra esportiva e um padrão anômalo está na repetição. No caso da FairSquare, são oito episódios em dois anos, o que sugere um comportamento contínuo, não um deslize pontual. A rejeição anterior pelo COI, porém, mostra que nem toda acusação prospera.

A denúncia agora depende da análise da comissão de ética da Fifa, que pode arquivar o caso ou abrir investigação formal. Enquanto isso, o mercado de apostas e os dirigentes de federações acompanham o desdobramento com atenção, pois uma eventual inelegibilidade de Infantino alteraria o tabuleiro sucessório da entidade máxima do futebol.

A integridade se protege antes do jogo, não depois. No campo institucional, a mesma lógica vale: a FairSquare tenta, com a denúncia, criar um precedente que limite o uso político do cargo antes que novos episódios ocorram.

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