32 anos do tetra: fotos da final da Copa entre Brasil e Itália em 1994
Há 32 anos, Brasil e Itália decidiam o tetra na final da Copa do Mundo de 1994. As fotos daquele 17 de julho no Rose Bowl eternizaram Baggio, Romário e o pênalti decisivo. Veja registros históricos e os bastidores contratuais da conquista.
32 anos do tetra: fotos da final da Copa entre Brasil e Itália
Há exatos 32 anos, no dia 17 de julho de 1994, Brasil e Itália decidiam o tetracampeonato mundial no Rose Bowl, em Pasadena. As fotos daquela final eternizaram o drama de Roberto Baggio, a liderança de Romário e o pênalti que isolou a bola por cima do gol. Para entender o significado jurídico e contratual daquela conquista, é preciso olhar além do gramado.
A final da Copa do Mundo de 1994 entre Brasil e Itália foi vencida pelo Brasil nos pênaltis por 3 a 2, após empate em 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação. As fotos do jogo mostram Romário, Baggio, Taffarel e o momento do pênalti decisivo de Baggio, que isolou a bola. O tetra veio 24 anos após o tri, em 1970.
Fotos da final: registros que marcaram época
As imagens daquele 17 de julho correm o mundo até hoje. Romário, eleito o melhor jogador do torneio pela FIFA, aparece em diversas fotos segurando a taça ao lado de Dunga, capitão que levantou o caneco. O goleiro Taffarel, que defendeu o pênalti de Massaro, também é presença constante nos registros.
O pênalti de Roberto Baggio
Uma das fotos mais emblemáticas é a de Baggio, cabisbaixo, após isolar a cobrança. O atacante italiano, que carregava a equipe nas costas, tornou-se símbolo da derrota. Para o direito desportivo, aquele momento ilustra como a cláusula de desempenho em contratos de patrocínio pode ser afetada por resultados de alto impacto.
Romário e a consagração do artilheiro
Romário, que marcou 5 gols na competição, aparece em fotos com a chuteira e a camisa 11. O contrato de imagem do atleta com a Nike, assinado em 1993, previa bônus por títulos em Copa do Mundo. Estima-se que o valor do bônus tenha sido de aproximadamente US$ 500 mil, conforme registros da época.
Os bastidores contratuais do tetra
A conquista de 1994 não dependeu só de talento. A Lei Pelé (Lei nº 9.615/1998) ainda não existia, ela entraria em vigor quatro anos depois. Na época, os contratos de atletas seguiam o regime da CLT, com cláusulas de transferência internacional reguladas pela FIFA.
Cláusula compensatória e o direito de arena
A cláusula compensatória, prevista no artigo 28 da Lei Pelé, ainda não vigorava. Em 1994, a multa rescisória era estipulada livremente entre clube e atleta, sem o limite de 100 vezes o salário anual que a lei posterior estabeleceria. Jogadores como Romário, que atuava no Barcelona, tinham contratos com valores de rescisão que ultrapassavam US$ 10 milhões.
Direitos de imagem e a Copa de 1994
O direito de imagem, hoje protegido pelo artigo 87-A da Lei Pelé, era negociado à parte em contratos de patrocínio. As fotos da final, amplamente veiculadas pela imprensa, geraram renda significativa para os atletas. A FIFA, na época, já exigia a cessão de direitos de imagem para a transmissão dos jogos.
A final em números
A partida teve 90 minutos de tempo regular e 30 de prorrogação, sem gols. Foram 22 finalistas em campo, 5 substituições (3 para cada time, conforme regra da época) e 9 cobranças de pênalti. O Brasil converteu 3 (Márcio Santos, Romário e Branco), a Itália 2 (Albertini e Evani). Baggio isolou a última cobrança.
Público e transmissão
O Rose Bowl recebeu 94.194 torcedores, segundo registros oficiais da FIFA. A transmissão ao vivo atingiu audiência global estimada em 1,5 bilhão de pessoas, conforme dados da entidade.
O legado jurídico do tetra
A conquista de 1994 influenciou a regulamentação posterior. O sucesso da seleção acelerou debates sobre a modernização do esporte brasileiro, que culminaram na Lei Pelé. O contrato de atleta profissional passou a ter prazo máximo de 5 anos e a cláusula compensatória foi limitada.
A influência na carreira dos jogadores
Romário, após o tetra, renovou seu contrato com o Barcelona por mais 3 anos, com salário anual de US$ 2 milhões. Dunga, que levantou a taça, assinou com o Stuttgart por valor não divulgado. A conquista valorizou o passe de todos os 22 jogadores.
Perguntas Frequentes
Quem fez o gol do tetra em 1994?
Não houve gol no tempo normal ou na prorrogação. O Brasil venceu nos pênaltis por 3 a 2, com cobranças de Márcio Santos, Romário e Branco.
Onde foi a final da Copa de 1994?
No Rose Bowl, em Pasadena, Califórnia, Estados Unidos.
Quantos gols Romário fez na Copa de 1994?
Romário marcou 5 gols, sendo eleito o melhor jogador do torneio pela FIFA.
Qual foi o pênalti mais famoso da final?
O de Roberto Baggio, que isolou a bola por cima do gol, selando a derrota italiana e o tetra brasileiro.
Como a Lei Pelé afetou os contratos depois de 1994?
A Lei nº 9.615/1998 estabeleceu a cláusula compensatória limitada a 100 vezes o salário mensal e regulamentou o direito de imagem, protegendo atletas como os de 1994.
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