Nalbert cita mágoa com Bernardinho por corte e critica CBV
Aos 52 anos, Nalbert revisitou a própria trajetória e revelou uma ferida antiga: a mágoa do corte para os Jogos de Pequim, em 2008, que abalou a relação com Bernardinho por bastante tempo. A confissão veio em entrevista ao Abre Aspas, do ge, que o ex-atleta definiu como uma "sessão de terapia".
Na ocasião, Nalbert contou o momento exato da decisão. "Eu estava em um hotel no Leme, com o restante dos jogadores. Bernardinho falou sobre o meu corte. Também pedi a palavra e disse que minha história na seleção estava encerrada. Sentei sozinho naquela sala, e alguma coisa me prendia na cadeira. Pela primeira vez, fiquei com medo de levantar", relatou.
O ponteiro, que foi capitão da seleção adulta ainda jovem e integrou a geração que conquistou o ouro olímpico em Atenas 2004, admitiu que pensou em desistir do vôlei depois de Sydney. A volta ao esporte, segundo ele, teve influência direta de Bernardinho.
Na mesma entrevista, Nalbert também direcionou críticas à CBV e indicou nomes para assumir o comando da seleção brasileira. Ele não detalhou os motivos das críticas nem os nomes citados, mas o conteúdo completo está disponível no Abre Aspas.
A declaração reforça como decisões fora das quadras podem marcar a carreira de um atleta. Para quem acompanha o vôlei, a relação entre Nalbert e Bernardinho sempre foi símbolo de parceria. O relato mostra que, por trás das conquistas, houve um custo pessoal que levou anos para ser elaborado.
A entrevista completa, com as críticas à CBV e a lista de nomes sugeridos por Nalbert para o cargo de treinador, segue disponível no ge entrevista de Nalbert ao Abre Aspas.