Assédio no Ceará: mais duas mulheres acusam chefe de arbitragem
Mais duas mulheres procuraram a polícia esta semana e acusaram o presidente da comissão de arbitragem do Ceará, Paulo Sílvio dos Santos, de assédio sexual. Ele foi indiciado pela Polícia Civil na segunda-feira passada, depois que quatro árbitras relataram episódios de assédio.
Mais duas mulheres depõem e acusam chefe de arbitragem do Ceará de assédio sexual
A semana começou com um novo capítulo na investigação contra o presidente da comissão de arbitragem do Ceará, Paulo Sílvio dos Santos. Mais duas mulheres procuraram a polícia e o acusam de assédio sexual. Ele já havia sido indiciado pela Polícia Civil na segunda-feira passada, depois que quatro árbitras relataram episódios de assédio cometidos por seu chefe nos últimos anos, uma delas o acusou de estupro.
As duas mulheres que se juntaram às denúncias prestaram depoimento na terça. Elas não são árbitras, mas entre 2014 e 2016 trabalharam como jovem aprendiz e consultora de vendas em uma concessionária de Fortaleza. Na ocasião, Paulo Sílvio era gerente geral de vendas no local.
O depoimento que liga o passado ao presente
Uma delas disse que tomou conhecimento das denúncias das árbitras duas semanas atrás e decidiu procurar a polícia para relatar que também foi vítima de assédio sexual por parte de Paulo Sílvio em 2014. Ela informou que, na época, era jovem aprendiz na concessionária.
A regra, aqui, é a da vida real: o que acontece fora do campo também tem consequência. Não é sobre o apito, é sobre o poder que ele carrega. Quando um chefe usa a posição para assediar, a súmula que importa é a da polícia.
O que a investigação registra até agora
A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas. O indiciamento de Paulo Sílvio, na segunda-feira passada, veio após o relato das quatro árbitras. Agora, com os novos depoimentos, o caso ganha mais camadas, e a apuração deve avançar.
Eu, como quem acompanha arbitragem de perto, vejo aqui um ponto que vai além do erro de avaliação: é uma acusação grave, que mistura ambiente de trabalho e hierarquia. A diferença entre erro de regra e erro de conduta é enorme, e neste caso estamos falando de conduta.
O efeito disciplinar e o que vem pela frente
O desdobramento agora depende da polícia e, possivelmente, da justiça. O que a súmula da ocorrência registra é o depoimento das duas novas vítimas, que não eram árbitras, mas trabalharam sob o comando de Paulo Sílvio na concessionária.
Para quem vive o futebol, fica o alerta: a arbitragem precisa de proteção, e quem assedia não pode ter lugar no apito. assédio no futebol cearense A investigação segue, e novas informações podem surgir a qualquer momento. como denunciar assédio papel da polícia em casos de assédio
Perguntas Frequentes
Quem é Paulo Sílvio dos Santos?
Ele é o presidente da comissão de arbitragem do Ceará, indiciado pela Polícia Civil após denúncias de assédio sexual feitas por árbitras e, agora, por outras duas mulheres.
Quantas mulheres acusam Paulo Sílvio de assédio?
Ao todo, seis mulheres: quatro árbitras, que relataram episódios nos últimos anos, e duas ex-funcionárias de uma concessionária de Fortaleza, que prestaram depoimento na terça-feira.
O que as duas novas vítimas relataram?
Elas trabalharam como jovem aprendiz e consultora de vendas entre 2014 e 2016, quando Paulo Sílvio era gerente geral de vendas. Uma delas afirma ter sido assediada em 2014.
Qual foi a acusação mais grave entre as árbitras?
Uma das quatro árbitras acusou Paulo Sílvio de estupro, além dos episódios de assédio relatados pelas demais.