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Time Brasil na metade do ciclo: veja o balanço rumo a LA 2028

ResumoTime Brasil alcança a metade do ciclo olímpico rumo a Los Angeles 2028 com resultados expressivos em modalidades-chave. Hugo Calderano, João Fonseca e Yago Dora consolidam conquistas individuais, enquanto vôlei e basquete passam por renovação de elenco. O balanço aponta progresso técnico e ampliação da base atlética, com desafios de consistência para a reta final de preparação.

A dois anos de Los Angeles, o Time Brasil chega à metade do ciclo olímpico com conquistas de Calderano, João Fonseca e Yago Dora, além da renovação no vôlei e no basquete.

Berenice Lustosa Caminha
por Berenice Lustosa Caminha · 30 de agosto de 2026
Time Brasil na metade do ciclo: veja o balanço rumo a LA 2028

A dois anos dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, o Time Brasil chega à metade do ciclo olímpico com conquistas importantes e sinais de renovação em diferentes modalidades. Após o bom desempenho em Paris 2024, o país iniciou nova etapa de preparação, combinando atletas que já estavam entre os principais nomes do esporte brasileiro com uma geração que começa a ganhar espaço no cenário internacional.

Hugo Calderano vive um dos principais momentos da carreira. Atual número 9 do mundo, o brasileiro fez história ao conquistar a Copa do Mundo de tênis de mesa, em Macau, tornando-se o primeiro atleta das Américas a levantar o troféu. Além disso, foi vice-campeão mundial em Doha e venceu três etapas do circuito WTT. Nas duplas mistas, ao lado de Bruna Takahashi, alcançou a segunda posição do ranking mundial.

O tênis de quadra ganhou um protagonista para LA 2028. Aos 20 anos, João Fonseca ocupa a 26ª colocação da ATP, sendo o segundo atleta mais jovem no Top 50. O carioca chegou às quartas de Roland Garros, feito que não ocorria desde 2004 com Guga, e passou por Novak Djokovic no Grand Slam. Danilo Gaino, presidente da Federação Paulista de Tênis, destacou que resultados como o dele renovam o interesse pela modalidade e inspiram jovens.

No surfe masculino, Yago Dora conquistou seu primeiro título mundial da WSL em 2025. Ítalo Ferreira, campeão olímpico em Tóquio, lidera o ranking mundial na temporada atual, e Gabriel Medina, bronze em Paris, voltou ao circuito após lesão no ombro. Entre as mulheres, Luana Silva chegou a liderar o ranking mundial, enquanto Tatiana Weston-Webb está afastada para se dedicar à filha, com retorno previsto para 2027.

Rayssa Leal começou o ciclo em alta: conquistou o SLS Rio Takeover e soma cinco vitórias desde o início da preparação, apesar de uma lesão no joelho direito que a afastou das pistas por três meses. Após prata em Tóquio e bronze em Paris, ela buscará o ouro inédito em Los Angeles.

O vôlei feminino, sob José Roberto Guimarães, foi vice-campeão da Liga das Nações em 2025 e 2026 e terceiro no Mundial de 2025. Entre 8 e 13 de setembro, as brasileiras jogam o Sul-Americano no Maracanãzinho, com vaga para 2028 em jogo. No basquete masculino, a Seleção conquistou o quinto título da Copa América em 2025, com vitória de virada sobre os EUA e revanche contra a Argentina na decisão, além do ouro nos Jogos Universitários de Rhine-Ruhr, encerrando jejum de 62 anos.

Rebeca Andrade, Beatriz Souza e Ana Patrícia e Duda passaram por pausas após Paris. Rebeca voltou em 2026 com resultados de destaque; Beatriz reduziu o ritmo em 2025; a dupla conciliou pausas com compromissos físicos e pessoais. A expectativa é que voltem em plena atividade na reta final.

O objetivo do Time Brasil é superar a marca de Tóquio 2021, com 21 medalhas. A preparação ainda terá mudanças até 2028, mas o desempenho recente aponta boas perspectivas em surfe, skate, judô, boxe, taekwondo e atletismo.

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