# Presidente do Comitê Olímpico Polonês detido por corrupção e cripto

> Radoslaw Piesiewicz, presidente do Comitê Olímpico Polonês (PKOl), foi detido em investigação sobre corrupção envolvendo criptomoedas. A prisão ocorreu nesta quinta-feira, com foco em supostas irregularidades financeiras ligadas a ativos digitais. O caso segue sob apuração das autoridades polonesas, sem detalhes adicionais divulgados sobre as acusações formais ou possíveis desdobramentos judiciais.

*Justiça Desportiva · Olimpicos · 27 de agosto de 2026 · Berenice Lustosa Caminha*

O presidente do Comitê Olímpico Polonês (PKOl), Radoslaw Piesiewicz, foi detido nesta quinta-feira em investigação sobre corrupção envolvendo criptomoedas. Entenda o caso.

O presidente do Comitê Olímpico Polonês (PKOl), Radoslaw Piesiewicz, foi detido nesta quinta-feira no âmbito de uma investigação sobre corrupção vinculada a criptomoedas, conforme informou uma fonte judicial à AFP. A detenção foi confirmada pelo ministro polonês dos Esportes, Jakub Rudnicki, que usou a rede social X para criticar o dirigente.

Piesiewicz é suspeito de ter recebido pagamentos pela concessão de contratos de patrocínio do PKOl à plataforma de câmbio de criptomoedas Zondacrypto, que encerrou suas atividades. O governo polonês acusa a plataforma de vínculos com a oposição nacionalista, a máfia e os serviços secretos russos.

O ministro do Interior, Marcin Kierwinski, classificou a detenção como um "símbolo da corrupção extrema que afeta o movimento olímpico". Ele lembrou que Piesiewicz foi apoiado em sua eleição ao PKOl pelo principal partido da oposição, Lei e Justiça (PiS, nacionalista), que permaneceu no poder de 2015 a 2023.

Piesiewicz é considerado responsável por ter assinado, em nome do PKOl, um acordo de patrocínio com a Zondacrypto. Segundo o acordo, atletas com boas classificações nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina-2026 seriam recompensados com criptomoedas.

Desde abril, a maioria das federações esportivas da Polônia exigia, sem sucesso, a renúncia do dirigente do PKOl devido aos seus contatos com a Zondacrypto. O caso levanta questões sobre a integridade no esporte e a necessidade de monitoramento de acordos comerciais envolvendo criptomoedas, já que a aposta suspeita deixa rastro nos dados e a integridade se protege antes do jogo, não depois.

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Fonte (canonical): https://justicadesportiva.com.br/olimpicos/presidente-comite-olimpico-polones-detido-investigacao-sobre-corrupcao-criptomoe/
