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Natação brasileira estreia com 10 ouros e 4 recordes

A natação brasileira abriu sua participação nos Jogos Sul-Americanos com 18 medalhas no primeiro dia de finais: dez ouros, cinco pratas e três bronzes. Além do pódio, três brasileiros alcançaram tempo de recorde do campeonato, segundo o ge.globo.

O destaque da estreia foi Etiene Medeiros. Campeã mundial, ela venceu os 50m costas com 28.38 e estabeleceu novo recorde de campeonato. A nadadora estava afastada da seleção brasileira desde Tóquio 2020.

Em entrevista após a prova, Etiene ligou o resultado ao ciclo olímpico de Los Angeles 2028. "Estar de volta à seleção é muito especial. Tenho um sentimento muito diferente de estar competindo ao lado dos nossos amigos sul-americanos. Eu acho que isso (competir em alto nível) faz a gente acreditar pra estar em LA. Então pra mim é muito gratificante estar aqui novamente", declarou.

Mafê Costa vê Sul-Americano como termômetro

A leitura de Mafê Costa sobre a competição segue a mesma linha. Para ela, os Jogos Sul-Americanos funcionam como termômetro do trabalho feito fora do calendário principal. "Tão importantes quanto a Olimpíada", afirmou, segundo a reportagem.

O conceito não é novo para quem acompanha natação de perto. O Sul-Americano coloca o atleta em situação de final, com série eliminatória, pressão de raia e cronômetro valendo vaga, algo que treino nenhum reproduz. O que a câmera mostra depois é diferente do que o árbitro de partida vê em campo, e no cronômetro a diferença entre nadar bem e nadar no limite aparece nos centésimos.

O que os números do primeiro dia mostram

Dez ouros em um único dia de finais indicam profundidade de elenco, não apenas um nome puxando o time. As cinco pratas e os três bronzes completam o quadro de 18 medalhas. Os três tempos de recorde do campeonato, por sua vez, apontam para piscina rápida e atletas em pico de forma no início da temporada internacional.

O dado de Etiene chama atenção pelo contexto. Fora da seleção desde Tóquio 2020, ela volta em prova curta, os 50m costas, onde margem de erro é mínima: uma saída ruim ou uma virada mal executada custa o pódio. O 28.38 veio com recorde do campeonato, o que dá à marca um peso que o tempo isolado não teria.

A competição segue com novas finais, e a expectativa é de que o Brasil mantenha o ritmo de medalhas. Para o ciclo de Los Angeles 2028, declarações como as de Etiene e Mafê indicam que o grupo trata o Sul-Americano como etapa de construção, não como evento de encerramento.

Idalina Ferraz do Couto
Comentarista de arbitragem e regras de jogo
Ex-árbitra de futebol, hoje explica lances polêmicos e a regra por trás do apito.
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