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Luisa Stefani avança às quartas do US Open pela 6ª vez

ResumoLuisa Stefani avançou às quartas de final do US Open pela sexta vez consecutiva na chave de duplas femininas. A tenista brasileira, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, cabeças de chave 2, venceu Hozumi e Klepac por 2 sets a 0. A parceria segue invicta no torneio.

Luisa Stefani e Gabriela Dabrowski, cabeças de chave 2, venceram Hozumi e Klepac por 2 sets a 0 e avançaram às quartas do US Open pela sexta vez consecutiva para a brasileira.

Dr. Genaro Pontes Vilhena
por Dr. Genaro Pontes Vilhena · 07 de setembro de 2026
Luisa Stefani avança às quartas do US Open pela 6ª vez

A paulistana Luisa Stefani, de 28 anos, e a canadense Gabriela Dabrowski avançaram nesta segunda-feira às quartas de final do US Open. Cabeças de chave número 2, as tenistas venceram a japonesa Eri Hozumi e a eslovena Andreja Klepac por 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/3, em Nova York.

Com o resultado, Stefani chega às quartas de final do Grand Slam pela sexta edição consecutiva. A brasileira busca sua terceira semifinal no torneio, depois de alcançar a fase em 2021, ao lado de Dabrowski, e em 2023, com a americana Jennifer Brady.

Em 2021, Stefani sofreu uma lesão no joelho durante a semifinal e ficou mais de um ano afastada do circuito. Desde então, voltou a disputar as fases decisivas do US Open e chegou às quartas em 2024, com a holandesa Demi Schuurs, e em 2025, ao lado da húngara Timea Babos. Ao todo, Stefani soma 19 vitórias e cinco derrotas no Grand Slam disputado em Nova York.

Nas quartas de final, Stefani e Dabrowski enfrentarão as vencedoras do confronto entre as chinesas Shuai Zhang e Xinyu Jiang, cabeças de chave número 7, e a dupla formada pela japonesa Miyu Kato e pela taiwanesa Fang Wu.

A parceria entre Stefani e Dabrowski retomou força em 2026. As duas foram semifinalistas do Australian Open e de Roland Garros, além de vice-campeãs de Wimbledon. Também conquistaram três títulos na temporada: o WTA 1000 de Dubai, o WTA 500 de Estrasburgo e o WTA 250 de Eastbourne.

"Eu daria uma nota 9 na escala até 10. Sempre há espaço para melhora", avaliou Stefani após a vitória. A brasileira destacou ainda a importância do trabalho realizado pela dupla ao longo da temporada. "O que vem dando certo é ficarmos firmes com nossas melhores ferramentas. Tivemos alguns momentos esse ano onde não pudemos jogar o calendário completo com lesões minhas e dela e lidamos muito bem com isso", explicou Dabrowski.

Stefani ganhou projeção internacional ao conquistar, ao lado de Laura Pigossi, a medalha de bronze nas duplas femininas dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021. A dupla brasileira fez história ao garantir a primeira medalha olímpica do país na modalidade. Em 2023, Stefani conquistou o título de duplas mistas do Australian Open ao lado de Rafael Matos, primeiro título de Grand Slam de uma dupla formada por brasileiros. A paulistana chegou a ocupar a nona posição do ranking mundial de duplas e atualmente aparece na quarta colocação.

Para o atleta ou empresário que acompanha o circuito, a regularidade de Stefani em Nova York reforça o valor de uma parceria estável. O contrato de jogo em duplas, com divisão de prêmios e calendário alinhado, costuma ser o diferencial em torneios de alto nível. A sequência de seis quartas de final consecutivas em Grand Slam não é obra do acaso: exige planejamento de lesões, escolha de parceira e gestão de esforço ao longo da temporada.

O próximo desafio, porém, traz um risco contratual clássico: enfrentar uma dupla cabeça de chave 7 nas quartas exige adaptação tática imediata. Quem vence esse tipo de confronto ganha não só a vaga na semifinal, mas também a confiança para as fases finais. Stefani já mostrou que sabe lidar com a pressão. A pergunta é se o joelho, que a afastou em 2021, segue firme para mais uma campanha longa em Nova York.

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