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Laura Pigossi avança para a final nas duplas do WTA de Kitzbuhel

ResumoA tenista Laura Pigossi, em parceria com Ingrid Martins, avançou para a final de duplas do WTA de Kitzbuhel. A dupla brasileira venceu as cabeças de chave número 1 do torneio. A conquista coloca Pigossi e Martins na disputa pelo título, reacendendo o debate sobre a consistência do tênis feminino brasileiro em torneios de saibro.

Laura Pigossi, ao lado de Ingrid Martins, avançou para a final de duplas do WTA de Kitzbuhel. A vitória sobre as cabeças de chave número 1 coloca a dupla brasileira em busca do título. O feito reacende o debate sobre a consistência do tênis feminino brasileiro em torneios de saib

Dr. Faustino Aragão Belluci
por Dr. Faustino Aragão Belluci · 16 de julho de 2026
Laura Pigossi avança para a final nas duplas do WTA de Kitzbuhel

Laura Pigossi, ao lado de Ingrid Martins, avançou para a final de duplas do WTA de Kitzbuhel, na Áustria. A vitória sobre as cabeças de chave número 1 coloca a dupla brasileira em busca do título. O feito reacende o debate sobre a consistência do tênis feminino brasileiro em torneios de saibro europeus.

A partida semifinal foi disputada na sexta-feira, 18 de julho de 2025, no saibro do Tennis Club Kitzbuhel. A dupla brasileira, que não figurava entre as favoritas, impôs seu jogo agressivo desde o início, vencendo por 2 sets a 0, com parciais de 6-4 e 6-3. A vitória tem peso extra: as adversárias eram as cabeças de chave número 1, formadas por uma tenista alemã e uma espanhola, ambas com títulos de duplas no circuito.

Contexto da competição: WTA de Kitzbuhel

O WTA de Kitzbuhel é um torneio de categoria WTA 125, realizado desde 2023 no saibro austríaco. O torneio faz parte do calendário europeu de verão, servindo como preparação para o US Open. A chave de duplas contou com 16 pares, incluindo três cabeças de chave. A vitória de Pigossi e Martins sobre a dupla favorita demonstra a capacidade de adaptação ao saibro lento, que exige paciência tática e variação de efeitos.

Análise técnica da semifinal

Do ponto de vista tático, a dupla brasileira explorou duas fragilidades das adversárias: a devolução de saque no lado do backhand e a comunicação na rede. Pigossi, com seu forehand pesado, quebrou o ritmo das adversárias em momentos cruciais. Martins, por sua vez, mostrou solidez no voleio, garantindo pontos decisivos nos games de serviço. A estatística de pontos de quebra convertidos foi favorável ao Brasil: 4 de 7 oportunidades, contra 2 de 6 das adversárias.

A consistência no saque foi outro fator. Pigossi e Martins mantiveram uma média de 62% de primeiros serviços, contra 58% das adversárias. Em um torneio de saibro, onde o ponto é mais longo, a eficiência no saque reduz a pressão sobre o jogo de fundo. A dupla brasileira cometeu 12 erros não-forçados, contra 19 das adversárias, indicando maior controle emocional nos momentos de definição.

Implicações para o tênis feminino brasileiro

A final de Kitzbuhel representa o melhor resultado de uma dupla brasileira em torneios WTA na temporada de saibro de 2025. Para Pigossi, atual número 1 do Brasil em simples (ranking WTA 142), a campanha em duplas reforça sua versatilidade. Para Martins, que já foi top 100 em duplas, a final pode significar a retomada de uma trajetória ascendente.

Do ponto de vista disciplinar e competitivo, a vitória levanta questões sobre o apoio institucional. A Confederação Brasileira de Tênis (CBT) tem investido em torneios de transição no saibro nacional, mas a exposição internacional ainda é limitada. A final de Kitzbuhel prova que, com planejamento tático e parceria consistente, tenistas brasileiras podem competir em igualdade com as melhores do circuito. A integridade da competição exige que esse feito não seja tratado como exceção, mas como modelo a ser replicado.

O caminho até a final

Para chegar à final, Pigossi e Martins venceram três partidas. Na primeira rodada, derrotaram uma dupla local por 2 sets a 0. Nas quartas de final, enfrentaram as cabeças de chave número 4, vencendo em três sets, com parciais de 4-6, 6-3 e 10-5 no super tie-break. A semifinal foi a partida mais consistente, com domínio tático do início ao fim.

A chave de duplas contou com 16 pares, dos quais 8 eram cabeças de chave ou wild cards. A eliminação precoce de duas cabeças de chave na primeira rodada abriu o lado da chave para as brasileiras, que souberam aproveitar a oportunidade. A final será contra a dupla vencedora da outra semifinal, composta por uma tenista tcheca e uma canadense.

O que esperar da final

A final será disputada no sábado, 19 de julho, às 11h (horário local). A adversária, ainda indefinida, tem características distintas: a tcheca é especialista em duplas, com títulos em torneios WTA 125 e ITF; a canadense é jovem e agressiva no fundo de quadra. A chave para Pigossi e Martins será manter a consistência no saque e explorar o lado mais fraco da adversária, que tende a ser o backhand sob pressão.

Do ponto de vista tático, a dupla brasileira deve priorizar a variação de saque e a profundidade nas devoluções. Em um torneio de saibro, o jogo de rede é decisivo: quem domina a rede, domina o ponto. Pigossi e Martins mostraram boa comunicação nesse aspecto, com trocas de posição e cobertura de espaços. A experiência de Pigossi em finais de duplas (já venceu torneios ITF) será um diferencial.

Perguntas Frequentes

Qual é a premiação para a final de duplas do WTA de Kitzbuhel?

A premiação total para duplas é de US$ 8 mil, dividida entre as finalistas. A campeã recebe US$ 5 mil, e a vice-campeã, US$ 3 mil.

Laura Pigossi já venceu um torneio WTA em duplas?

Sim. Pigossi venceu o WTA 125 de Buenos Aires em 2023 ao lado de Maria Lourdes Carlé. A final de Kitzbuhel é sua segunda final em torneios WTA 125.

Qual é o ranking atual de Laura Pigossi?

Em julho de 2025, Pigossi é a número 1 do Brasil em simples (ranking WTA 142) e número 3 do Brasil em duplas (ranking WTA 115).

A final será transmitida?

A final terá transmissão ao vivo pelo streaming oficial do WTA e por canais esportivos brasileiros, como o SporTV, a depender da programação.

Qual é a importância de Kitzbuhel para o tênis brasileiro?

O torneio é uma vitrine para tenistas brasileiras em ascensão, que podem pontuar no ranking WTA e ganhar experiência em saibro europeu. A final de Pigossi e Martins coloca o Brasil no mapa do tênis feminino internacional.

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