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Etiene Medeiros ganha ouro nos Jogos Sul-Americanos e mira as Olimpíadas

ResumoEtiene Medeiros, nadadora brasileira de 35 anos, conquistou a medalha de ouro nos 50m costas dos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, estabelecendo recorde do evento. O resultado marca o retorno de Etiene à Seleção Brasileira e reforça a meta de competir nas Olimpíadas de Los Angeles 2028.

Aos 35 anos, Etiene Medeiros voltou à Seleção e conquistou o ouro nos 50m costas dos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, com direito a recorde do evento e mira aberta nas Olimpíadas de Los Angeles 2028.

Dr. Genaro Pontes Vilhena
por Dr. Genaro Pontes Vilhena · 14 de setembro de 2026
Etiene Medeiros ganha ouro nos Jogos Sul-Americanos e mira as Olimpíadas

A medalha de ouro nos 50m costas dos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, conquistada no último domingo, impulsiona Etiene Medeiros na busca pela classificação às Olimpíadas de Los Angeles 2028. A brasileira venceu com 28s38 e quebrou o recorde do evento, superando a marca de 28s50 de Fabiola Molina em Medellín 2010.

A nadadora de 35 anos não vinha participando dos torneios de elite nas últimas temporadas, sem anunciar oficialmente uma pausa ou aposentadoria. No período, foi mãe e parecia iniciar uma vida fora da natação. Mudou de ideia com a inclusão da prova de 50m costas no programa olímpico.

O pódio em Santa Fé teve a argentina Cecilia Dieleke, de apenas 16 anos, em segundo, seguida pela compatriota Andrea Berrino. A diferença entre as gerações apareceu na própria fala da campeã.

"Estar de volta à Seleção é muito especial", afirmou. "A Andrea Berrino tem bastante trajetória comigo, durante a minha história nos 100m e 50m costas. E, agora, vimos uma argentina pequenininha nadando do meu lado, mas batemos junto. Medalha de ouro para o Brasil. Acho que isso faz a gente acreditar em LA 28. Então, é muito gratificante estar aqui novamente", completou.

Etiene foi campeã mundial dos 50m costas e ficou com o vice nas temporadas de 2015 e 2019. A tentativa é de disputar os Jogos Olímpicos pela terceira vez, com a torcida do filho Kaleu.

"Fazer o melhor tempo do ano é sinal que a gente está no caminho certo. Por mais que seja pouquinho, sabemos que isso faz diferença para nossa autoestima, nossa confiança e para seguir no treinamento todo dia", disse a nadadora.

Do ponto de vista contratual, a inclusão do 50m costas no programa olímpico altera a equação de carreira de atletas que já haviam encerrado ciclos. É o tipo de mudança de regulamento que reabre janelas de elegibilidade e reposiciona o valor de mercado de quem domina a prova curta.

O risco a observar é o calendário: a corrida por índice olímpico exige sequência de competições e gestão de desgaste em uma atleta de 35 anos. O contrato é o verdadeiro escudo do atleta, e cláusula mal escrita custa milhões. Sem pausa oficial anunciada, a leitura é de retorno competitivo em tempo integral.

Veja também: cobertura dos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé e calendário da natação brasileira em 2026.

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