# Gabi na seleção: como volta muda Pré-Olímpico de vôlei

> Gabi Guimarães, convocada para o Sul-Americano de vôlei, retorna à seleção brasileira após o vice-campeonato na VNL sem a ponteira. A volta da atleta de 30 anos altera o esquema de José Roberto Guimarães para o Pré-Olímpico, que vale vaga em Los Angeles. A presença de Gabi reforça o passe e a recepção, mudando a dinâmica ofensiva do time titular.

*Justiça Desportiva · Olimpicos · 07 de setembro de 2026 · Berenice Lustosa Caminha*

Gabi foi convocada para o Sul-Americano, que vale vaga em Los Angeles. Sem ela, Brasil foi vice na VNL. Veja como Zé pode mexer no time.

A seleção feminina de vôlei pode ganhar um reforço de peso para o Sul-Americano, que começa nesta terça-feira (8) e vale vaga nos Jogos de Los Angeles. O técnico José Roberto Guimarães convocou Gabi, capitã e ponteira de 32 anos, que se recuperou de lesão na região lombar. Ela não disputou a Liga das Nações (VNL), onde o Brasil foi vice-campeão, perdendo a final para a Turquia. A expectativa é que entre em quadra no Maracanãzinho ainda nesta semana.

A estreia do Brasil no Pré-Olímpico será diante da Venezuela, nesta terça, às 20h (de Brasília), com acompanhamento em tempo real. Na sequência, a equipe enfrenta Peru (quarta), Colômbia (quinta), Chile (sábado) e Argentina (domingo). A pergunta que move a torcida: se Gabi estiver apta, como Zé Roberto vai mexer no time que foi vice da VNL há pouco mais de um mês? O ge ouviu os comentaristas Fabi Alvim e Marco Freitas para responder.

A volta de Gabi não é só técnica, é também de presença. Ela é a capitã, a referência dentro e fora de quadra. Na VNL, sem ela, o Brasil chegou à final, mas esbarrou na Turquia. Com ela, o ataque ganha outra opção de ponta, e a recepção, um alívio. A dúvida dos comentaristas é como encaixá-la sem desmontar a química construída no time vice-campeão. A aposta é que Zé Roberto use a fase de grupos para testar formações, mantendo a base e dando ritmo a Gabi aos poucos.

Para o torcedor, a mudança significa mais competitividade e menos risco de oscilação. Uma seleção com Gabi em quadra tende a ter mais consistência nos momentos decisivos, algo que fez falta na final da VNL. A integridade da competição também se beneficia: com a capitã de volta, o time ganha estabilidade emocional, o que reduz surpresas e mantém o foco no objetivo principal, a vaga olímpica. O Sul-Americano, então, vira um teste real para o time que buscará ouro em Los Angeles seleção feminina de vôlei em Jogos Olímpicos.

Se Gabi atuar, o Brasil entra como favorito, mas o cuidado com a lesão lombar é o ponto de atenção. A comissão técnica deve dosar minutos, evitando risco de recaída. A estreia contra a Venezuela, teoricamente mais fraca, pode ser o cenário ideal para a volta gradual. Contra Argentina e Colômbia, o time precisará de força máxima. A decisão de Zé Roberto, portanto, equilibra o desejo de testar com a necessidade de preservar a peça mais importante para a caminhada olímpica.

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