Argentina ex-Osasco é maior pontuadora do Pré-Olímpico
A seleção brasileira feminina de vôlei chega à última rodada do Pré-Olímpico Sul-Americano com 100% de aproveitamento e enfrenta a Argentina neste domingo (13), no Maracanãzinho, em duelo direto pela vaga nos Jogos de Los Angeles. O favoritismo é verde-amarelo, mas o alerta tem nome: Bianca Cugno.
A oposta argentina é a maior pontuadora do torneio continental até aqui, com 97 acertos em quatro rodadas, 26 a mais do que a chilena Dominga Aylwin, vice-líder do ranking. O número não é acaso. Cugno conhece o vôlei brasileiro por dentro: na última temporada defendeu o Osasco e foi eleita a melhor oposta da Superliga Feminina.
Para nós, que acompanhamos o direito desportivo e a lógica das competições, o dado interessa menos pelo placar e mais pelo que revela sobre o equilíbrio da decisão. A competição só existe se a regra valer para todos, e o Pré-Olímpico não premia favoritismo prévio, premia desempenho em quadra. Um time com 100% de aproveitamento não entra em decisão com margem de erro ilimitada.
O Brasil, do outro lado, tem em Gabi, capitã da seleção, uma referência técnica e de liderança. Cugno reconhece isso publicamente. Em declaração reproduzida pela imprensa, a argentina afirmou que ama muito a Gabi, que jogou contra ela no Mundial de Clubes de 2025 e que seria um prazer atuar ao lado da brasileira um dia.
O que mudou no cenário é justamente a leitura de risco. Não se trata de subestimar a seleção brasileira, que fez por merecer o favoritismo. Trata-se de reconhecer que a principal pontuadora do torneio atua na posição de maior volume ofensivo e chega embalada por um desempenho individual que a Superliga já havia validado.
A decisão deste domingo, portanto, coloca frente a frente o aproveitamento coletivo brasileiro e a produção individual de uma adversária que conhece o ambiente, o ritmo e as jogadoras do outro lado da rede. A vaga olímpica será definida por quem sustentar o padrão de jogo nos momentos de pressão, não por histórico ou reputação.