# São Paulo: Título inédito consolida projeto com DNA de base

> O São Paulo feminino celebrou seu primeiro título Brasileiro após sete anos de um projeto que começou com a reativação da modalidade. A conquista inédita foi consolidada com base no DNA de valorização da base, evolução da comissão técnica e até mesmo na observação do trabalho do 

*Justiça Desportiva · Loteca · 04 de outubro de 2026 · Berenice Lustosa Caminha*

O São Paulo feminino conquistou seu primeiro título do Campeonato Brasileiro, marcando a consolidação de um projeto iniciado há sete anos com a reativação da modalidade. A trajetória, marcada por evolução gradual, apostou no DNA de formação de atletas e buscou exemplos de sucesso, inclusive no rival Corinthians.

"Quando eu cheguei, nem água mineral tinha", relatou a goleira Carlinha, atleta mais longeva do elenco e peça-chave na campanha. Sete anos após a reativação da equipe profissional, o clube alcançou o tão almejado troféu através de um processo construído passo a passo, com confiança na comissão técnica e na base.

O projeto teve início em 2017 com a reativação da modalidade de base, sob a gerência de Lucas Piccinato. Dois anos depois, o time profissional foi reestruturado em parceria com o Centro Olímpico, e Piccinato assumiu como técnico. Carlinha, hoje com 29 anos, chegou ao clube nesse período e acompanhou sua evolução.

A trajetória não foi imediata. Em 2019, o time disputou a Série A2 e subiu à A1 no ano seguinte. Após eliminações nas quartas de final (2021) e semifinais (2022), e um ano sem títulos, a diretoria optou pela troca no comando técnico, demitindo Lucas Piccinato. Em dezembro daquele ano, Thiago Viana, que comandava as categorias sub-17 e sub-20, foi promovido a técnico. Com formação em Educação Física pela USP, licença B da CBF e curso de analista de desempenho, Viana representou uma aposta interna.

Enquanto o clube depositava confiança em Viana, a diretoria buscou fortalecer a comissão técnica. Para isso, observou o projeto de futebol feminino mais consolidado do Brasil: o Corinthians. O Tricolor paulista, assim como outros clubes brasileiros, acompanhou por anos o sucesso nacional e continental do Timão, chefiado à época por Cris Gambaré, atual coordenadora de Seleções femininas na CBF. A hegemonia corintiana foi quebrada com o título inédito do São Paulo.

Mais do que um rival, o Corinthians tornou-se um exemplo de trabalho para a valorização do futebol feminino. O São Paulo demonstrou interesse em competir em igualdade, não se conformando em ser mero coadjuvante. "São pequenas conquistas. Quando eu cheguei, nem água mineral tinha. Hoje, é muito diferente. De 2024 para agora, temos um fisiologista, uma psicóloga. O Corinthians, durante muitos anos, foi exemplo. Exemplos você tem que olhar e ver o que fazem de melhor", afirmou Carlinha. A goleira destacou a ampliação da comissão técnica, que hoje conta com 16 a 18 pessoas capacitadas, como uma evolução significativa, cujos benefícios o torcedor não vê, mas que fazem a diferença no dia a dia.

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Fonte (canonical): https://justicadesportiva.com.br/loteca/dna-base-ate-rival-como-exemplo-sao-paulo-consolida-projeto-titulo-inedito/
