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Zverev vence Zandschulp e pega Khachanov na semi do US Open

O alemão Alexander Zverev, principal cabeça de chave do US Open, derrotou o holandês Botic van de Zandschulp na noite desta quarta-feira e fechou o jogo em 3 sets a 0, com parciais de 6-2, 7-5 e 6-1. A vitória garantiu a última vaga nas semifinais do torneio. É a primeira semifinal de US Open do alemão de 29 anos desde 2021.

Em quadra, o padrão que sustenta o resultado aparece nos números: Zverev não cedeu uma única quebra de serviço ao adversário. O holandês tem vitórias sobre Carlos Alcaraz, Novak Djokovic e Rafael Nadal no currículo, mas encontrou um alemão que entrou com a lição aprendida e só perdeu o foco no segundo set.

O jogo foi monótono, com trocas de bola curtas, e o Arthur Ashe Stadium só despertou quando Van de Zandschulp abriu 5-4 e teve um set point. Zverev o obrigou a suar em um longo rali que terminou com o holandês acertando a bola na rede. Superada a única armadilha, o alemão venceu o set no tie-break e quebrou o saque do adversário três vezes na terceira parcial antes de selar a vitória.

O que o histórico diz sobre Zverev x Khachanov

Na semifinal, Zverev pega o russo Karen Khachanov, a quem bateu em seis dos nove confrontos anteriores, incluindo a final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2021. A outra semifinal será entre os americanos Ben Shelton e Frances Tiafoe.

Zverev, atual número 2 do mundo, encerra uma temporada de Grand Slam consistente: foi o único jogador a chegar às semifinais de todos os quatro principais torneios do circuito. Apenas oito tenistas haviam alcançado esse feito antes do alemão, que caiu nas semifinais do Aberto da Austrália, chegou à final de Wimbledon e foi campeão em Roland Garros, conquistando seu primeiro Major.

O caminho se abriu também pelo que aconteceu ao redor. Zverev não enfrentará Jannik Sinner, fora por lesão, nem Alcaraz, eliminado nas quartas de final por Shelton.

"Nas duas primeiras rodadas, em que não joguei bem, pude confiar mais na minha condição física do que em outros torneios, por ser melhor de cinco sets", disse Zverev. "Depois, comecei a jogar melhor e estou feliz por estar nas semifinais, embora queira ir mais longe", ressaltou.

A leitura fria é que o favoritismo se sustenta em dois pilares verificáveis: o retrospecto direto contra Khachanov e a resistência física em melhor de cinco sets. Nenhum dos dois, isoladamente, decide uma semifinal de Grand Slam.

Berenice Lustosa Caminha
Especialista em integridade e apostas esportivas
Estuda manipulação de jogos e mercado de apostas; explica o que ameaça a lisura das partidas.
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