Ruan Tressoldi detona Kaio Jorge: 'Histórico de mau-caráter'
Ruan Tressoldi, zagueiro do Atlético-MG, se pronunciou pela primeira vez após deixar o clássico contra o Cruzeiro de ambulância. Ele tranquilizou torcedores e detonou Kaio Jorge: 'Histórico de mau-caráter'.
O zagueiro Ruan Tressoldi, do Atlético-MG, se pronunciou pela primeira vez depois de deixar o clássico contra o Cruzeiro no primeiro tempo e sair de ambulância do Mineirão. Em publicação nas redes sociais, o jogador tranquilizou os torcedores e fez fortes críticas ao atacante Kaio Jorge, envolvido no lance. "A diferença é simples: de um lado, quem compete na bola; do outro, quem procura vantagem na deslealdade", escreveu.
O lance aconteceu na parte defensiva do Galo. Ruan chegou primeiro na disputa, tirou a bola de cabeça, mas levou um empurrão do atacante quando já estava no alto. Na queda, o zagueiro atleticano caiu de mau jeito e bateu a cabeça no gramado. No intervalo do jogo, Ruan deixou o Mineirão de ambulância, sendo encaminhado para um hospital.
"Fui encaminhado ao hospital, fiz exames e", começou o zagueiro, que completou: "No fim, caráter também entra em campo. Esse placar não mente. E o histórico desse mau caráter também." O tom da postagem indica que o jogador considera a conduta de Kaio Jorge recorrente, mas não detalhou episódios anteriores.
Aos torcedores, Ruan trouxe alívio ao confirmar que passou por exames e segue sob acompanhamento médico, sem dar prazo para retorno. A cena da ambulância no Mineirão reacende o debate sobre a rigidez da arbitragem em lances de contato aéreo, especialmente quando há risco à integridade física do atleta.
Parte da questão que o tribunal precisa resolver é se o empurrão de Kaio Jorge, mesmo sem contato direto com a cabeça, configura omissão de cautela ou violência no esporte. A queda de Ruan, com batida na nuca, foi consequência direta do gesto. A dosimetria, nesse caso, tende a pesar o histórico do infrator, se houver registros anteriores do tipo.
A publicação de Ruan, ao chamar o atacante de "mau-caráter", não substitui a análise técnica da prova audiovisual, mas expõe a percepção de quem viveu o lance. Para o torcedor, o episódio reforça a necessidade de punições proporcionais ao risco criado, não apenas ao dano concretizado. O desfecho disciplinar, se houver, será definido pelos órgãos competentes, com base nas imagens e nos relatos oficiais.