Xabi Alonso não gosta de brasileiros? Veja o que ele disse
A lista de brasileiros com pouco espaço sob o comando de Xabi Alonso cresceu: Vini Jr., Endrick e, agora, Estêvão, do Chelsea, que ficou no banco no amistoso contra o Western Sydney Wanderers, na Austrália. A sequência reacende a pergunta: o técnico espanhol não gosta de jogadores do país? A resposta, ao menos em declaração pública, diz o contrário.
Em fevereiro de 2025, quando ainda comandava o Bayer Leverkusen, Xabi Alonso recebeu o ge em uma entrevista coletiva na BayArena e foi direto ao ponto: qual era seu brasileiro preferido entre os que jogaram no clube alemão? O treinador escolheu o ex-lateral Jorginho e o ex-meia Zé Roberto, mas fez questão de estender o elogio.
"É realmente difícil, eles vieram do Brasil e jogaram muito bem nesse clube. Eu disse Jorginho, mas também poderia escolher Zé Roberto. Eu realmente gosto da maioria dos brasileiros que jogaram aqui", afirmou o espanhol, em resposta completa reproduzida pelo ge.
A fala de Xabi Alonso indica que a dificuldade de Vini Jr. e Endrick no Real Madrid, e agora de Estêvão no Chelsea, não decorre de uma suposta rejeição a atletas brasileiros. O treinador, que construiu carreira na Alemanha, demonstrou reconhecimento público pela qualidade dos brasileiros que passaram por Leverkusen.
Para quem acompanha a trajetória de Estêvão, a situação atual no Chelsea ainda é de adaptação. O atacante, contratado como grande promessa, busca espaço em um elenco competitivo, e a ausência em amistosos de pré-temporada não define titularidade. O mesmo raciocínio serve para Vini Jr. e Endrick, que enfrentam concorrência e contexto tático específico.
A declaração de 2025, portanto, serve como contraponto à narrativa de que Xabi Alonso teria algum problema com brasileiros. O técnico não apenas citou nomes, como Jorginho e Zé Roberto, mas generalizou o elogio à maioria dos que vestiram a camisa do Leverkusen. A pergunta sobre o futuro de Estêvão, Vini Jr. e Endrick, no entanto, segue em aberto, dependendo de desempenho e das escolhas táticas do espanhol.
A resposta de Xabi Alonso ao ge, naquele fevereiro, foi clara: gosta da maioria dos brasileiros que passaram por Leverkusen. Resta saber se essa preferência se traduzirá em oportunidades para os brasileiros que hoje estão sob seu comando.