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Com VAR nas oitavas de final, CBF define escala de arbitragem dos jogos de CSA e ASA

ResumoA CBF definiu a escala de arbitragem com VAR para os jogos de volta das oitavas de final da Copa do Brasil 2026. CSA e ASA terão árbitros experientes em suas partidas. A análise inclui o histórico recente de cada profissional e os pontos de atenção dentro das regras.

A CBF divulgou a escala de arbitragem com VAR para os jogos de volta das oitavas de final da Copa do Brasil 2026. CSA e ASA entram em campo com árbitros experientes. Analiso cada nome, o histórico recente e os possíveis pontos de atenção dentro da regra.

Idalina Ferraz do Couto
por Idalina Ferraz do Couto · 16 de julho de 2026
Com VAR nas oitavas de final, CBF define escala de arbitragem dos jogos de CSA e ASA

Com VAR nas oitavas de final, CBF define escala de arbitragem dos jogos de CSA e ASA

A CBF divulgou nesta terça-feira a escala de arbitragem com VAR para os jogos de volta das oitavas de final da Copa do Brasil 2026. CSA e ASA entram em campo com árbitros de diferentes federações, todos com experiência em jogos decisivos. A presença do VAR em todas as partidas desta fase é obrigatória desde 2024, conforme regulamento da competição.

Escala de arbitragem para CSA e ASA: os nomes confirmados

Para a partida do CSA, a CBF escalou o árbitro Paulo César Zanovelli (FIFA-MG) como central. Ele terá como assistentes Guilherme Dias Camilo (FIFA-MG) e Marcyano da Silva Vicente (CBF-MG). No VAR, estará designado Emerson de Almeida Ferreira (CBF-MG). Para o jogo do ASA, o central será Bruno Arleu de Araújo (FIFA-RJ), com os assistentes Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa (FIFA-RJ) e Thiago Henrique Neto Farinha (CBF-RJ). O VAR será operado por Carlos Eduardo Nunes Braga (CBF-RJ).

Ambos os árbitros centrais têm histórico de condução de jogos com VAR. Zanovelli, por exemplo, apitou a final do Campeonato Mineiro de 2025 com revisão de um pênalti polêmico. Arleu de Araújo comandou a final da Copa do Brasil de 2024, com três intervenções do VAR que foram consideradas corretas pela comissão de arbitragem.

O que muda com o VAR nas oitavas de final

A regra 6 do futebol, que trata dos árbitros assistentes de vídeo, estabelece que o VAR só pode intervir em lances de gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identidade. Não cabe ao VAR revisar lances de falta comum ou laterais, por exemplo. Muitos torcedores confundem o papel do VAR com o de um revisor geral da partida, o que não é previsto em regra.

No jogo do CSA, o trio de arbitragem tem um ponto de atenção: a dupla de assistentes trabalhou junta em apenas três partidas em 2025. Isso pode gerar desencontros em lances de impedimento, especialmente em jogadas de linha de fundo. Já no jogo do ASA, os assistentes têm mais rodagem conjunta, com cinco jogos no mesmo ano.

Histórico dos árbitros: o que a súmula registra

Olhando as súmulas de 2025, Zanovelli aplicou 4,2 cartões amarelos por jogo em média, com 0,3 vermelhos diretos. Arleu de Araújo teve média de 3,8 amarelos e 0,2 vermelhos diretos. Ambos estão dentro da média nacional para jogos de mata-mata, que gira em torno de 4 a 5 amarelos por partida.

Um dado relevante: Zanovelli não marcou pênalti em nenhum dos últimos seis jogos que apitou. Arleu de Araújo, por outro lado, marcou dois pênaltis nos últimos cinco jogos, ambos confirmados pelo VAR. Isso não significa tendência, mas é um dado de campo que ajuda a entender o perfil de cada árbitro.

Como a regra se aplica a lances polêmicos típicos de mata-mata

Em jogos de oitavas de final, dois tipos de lance costumam gerar controvérsia: o pênalti por toque de braço e a falta perto da área que resulta em cartão amarelo. A regra 12, sobre faltas e condutas antidesportivas, define que o toque de braço só é punível se o braço estiver em posição não natural, aumentando a área de cobertura do corpo. O árbitro decide no campo; o VAR revisa se houve erro claro e evidente.

No caso de CSA e ASA, ambos os times têm atacantes rápidos que provocam lances de linha de fundo. O assistente precisa estar atento ao momento do passe para não errar o impedimento. A regra 11, sobre impedimento, diz que o jogador só está impedido se estiver à frente da linha da bola no momento do toque do companheiro. O VAR pode revisar, mas só se o gol foi marcado ou se houve erro na marcação de falta.

O que a súmula vai registrar

Independentemente do resultado, a súmula da partida registrará os cartões aplicados, as substituições e os lances revisados pelo VAR. Cada intervenção do VAR é detalhada em campo, com o árbitro explicando a decisão final. A CBF disponibiliza as súmulas completas no site oficial após o jogo como interpretar súmulas de arbitragem.

Para o torcedor que quer entender a decisão do árbitro, o caminho é ler a súmula e ver o relatório do VAR. Lá consta o minuto do lance, o tipo de revisão e a conclusão. Não adianta discutir baseado apenas no que a câmera mostrou; a regra existe antes do lance, não depois.

Perguntas Frequentes

Quantos árbitros de vídeo são usados por jogo?

Cada partida tem um operador de VAR e um assistente de VAR (AVAR). Em jogos de mata-mata, a CBF pode adicionar um segundo AVAR para dar suporte.

O VAR pode anular um gol por impedimento depois do lance?

Sim, o VAR revisa lances de impedimento que resultam em gol. A revisão pode ocorrer até o reinício da partida.

Quanto tempo leva uma revisão do VAR?

Não há tempo fixo na regra. A média em jogos da Copa do Brasil 2025 foi de 1 minuto e 20 segundos por revisão.

O árbitro pode mudar de ideia sem ir ao monitor?

Sim, o VAR pode recomendar a revisão, mas o árbitro decide se vai ao monitor. Em 2025, 70% das recomendações resultaram em ida ao monitor.

O que acontece se o VAR não funcionar?

A partida pode ser suspensa se o VAR falhar antes do início. Durante o jogo, a arbitragem segue sem o recurso, e a súmula registra a falha técnica.

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