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US Open: backhand de uma mão some da elite

ResumoO US Open de 2024 marcou o fim do backhand de uma mão na elite do tênis masculino. A eliminação de Stefanos Tsitsipas confirmou que nenhum jogador com esse golpe alcançou as semifinais de Grand Slam em 150 anos. A técnica, antes dominante, cedeu espaço ao backhand de duas mãos, mais eficiente contra bolas altas e rápidas.

O US Open testemunhou o desaparecimento do backhand de uma mão da elite do tênis. Com a eliminação de Tsitsipas, nenhum jogador com esse golpe chegou às semifinais de Grand Slam em 150 anos. Entenda o impacto.

Berenice Lustosa Caminha
por Berenice Lustosa Caminha · 07 de setembro de 2026
US Open: backhand de uma mão some da elite

O US Open testemunhou um marco histórico: o desaparecimento do backhand de uma mão da elite do tênis. No match point contra Ben Shelton, Stefanos Tsitsipas devolveu com um backhand de uma mão que saiu longo, selando sua eliminação e simbolizando o fim de uma era. Tsitsipas era a última referência desse golpe, um dos mais icônicos do esporte.

Pela primeira vez em 150 anos, nenhum jogador com backhand de uma mão chegou às semifinais de qualquer torneio do Grand Slam. A técnica, que encantou os espectadores desde Wimbledon em 1877, agora é raridade. No circuito masculino, apenas cinco dos 100 melhores usam o golpe: Lorenzo Musetti (14º), Denis Shapovalov (48º), Tsitsipas (53º), Daniel Altmaier (57º) e Aleksandar Kovacevic (84º). No feminino, Diane Parry (31ª), Lilli Tagger (49ª), Viktorija Golubic (56ª) e Tatjana Maria (83ª) mantêm a tradição.

A história do golpe é rica: nos anos 1980, John McEnroe e Ivan Lendl o exibiram; nos 1990, Pete Sampras, Stefan Edberg e Gustavo Kuerten; e Roger Federer o sublimou, inspirando uma geração. Mas as mudanças nas superfícies e a aceleração do jogo moderno favoreceram as duas mãos. "Sendo realista, o backhand de duas mãos oferece uma vantagem no tênis moderno", reconheceu Musetti, que quase salvou a honra do golpe no Aberto da Austrália, mas uma lesão o obrigou a abandonar quando vencia Djokovic por 2 sets a 0.

Tsitsipas, que resumiu a situação como "dinossauros em processo de extinção", lamenta a perda de variedade. "Acho que o tênis costumava ter muitas personalidades diferentes", disse. Ele aponta que, nos anos 1950, 97% ou 98% dos jogadores usavam uma mão; agora são 2% ou 3%. Federer, que voltou ao US Open, onde conquistou cinco dos 20 títulos de Grand Slam, ainda tem esperança: "Ainda tenho a esperança de que este não seja o fim". Ele destaca o papel dos treinadores: "Quando seu treinador joga com uma mão só, é provável que você acabe jogando assim também".

Para você, fã de tênis, essa mudança significa assistir a um jogo mais uniforme, com menos estilos distintos. A magia do dropshot e do slice de uma mão dá lugar à potência e ao controle das duas mãos. história do tênis Ainda assim, como diz Tsitsipas, "não é o fim do mundo se ninguém mais jogar com o backhand de uma mão, o tênis continua". A pergunta que fica: será que a próxima geração de treinadores manterá viva essa arte? como escolher uma raquete de tênis

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