# URT aprova SAF e vende controle por R$ 90 milhões

> A URT (União Recreativa dos Trabalhadores), de Patos de Minas, aprovou por unanimidade a conversão em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e a venda de 90% das ações à Tera Participações por R$ 90 milhões. O contrato prevê investimento mínimo de R$ 90 milhões em 20 anos, incluindo a cessão do Estádio Zama Maciel e da Vila Olímpica.

*Justiça Desportiva · Futebol · 31 de agosto de 2026 · Dr. Genaro Pontes Vilhena*

A URT, de Patos de Minas, aprovou por unanimidade a transformação em SAF e a venda de 90% das ações para a Tera Participações. O acordo prevê investimento mínimo de R$ 90 milhões em 20 anos, com cessão do Estádio Zama Maciel e da Vila Olímpica.

A URT, de Patos de Minas, é a mais nova Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em Minas Gerais. Em assembleia, o clube aprovou por unanimidade a transformação do modelo de gestão e a venda de 90% das ações para a Tera Participações e Investimentos Ltda., empresa especializada na produção de fertilizantes e comandada por Paulo Augusto Rezende.

O acordo prevê investimento mínimo de R$ 90 milhões pelos próximos 20 anos. Em troca, a Tera recebe 90% das ações da URT e a cessão do Estádio Zama Maciel e da Vila Olímpica. O estádio, aliás, é conhecido como "raiz", cuidado por torcedores e com um pé de manga à beira do campo.

A transição não define, por ora, o futuro do futebol. Ao ge, o presidente da associação da URT, Igor Cunha, informou que terá tratativas com a gestão da SAF para decidir se seguirá ou não no controle do futebol do clube. Mesmo com a mudança no modelo de administração, a URT já iniciou o planejamento para a próxima temporada.

Do ponto de vista contratual, o negócio envolve dois instrumentos distintos: a transformação societária e a cessão de ativos. A cláusula compensatória, que fixa o valor devido em caso de rompimento, tende a ser o ponto mais sensível em acordos de longo prazo como este. A definição sobre quem comanda o futebol, se a associação ou a SAF, deve sair das próximas reuniões entre as partes.

O caso ilustra uma tendência no futebol mineiro: clubes tradicionais buscam capital privado para saneamento de dívidas e investimento em estrutura. O risco contratual a observar, agora, é a governança da transição e o cumprimento do cronograma de aportes ao longo das duas décadas.

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Fonte (canonical): https://justicadesportiva.com.br/futebol/urt-aprova-transformacao-saf-vende-controle-clube-por-r-90-milhoes/
