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Uefa mantém pressão por saída de Infantino da presidência da Fifa

Uefa mantém pressão por saída de Infantino da presidência da Fifa

A desistência de Gianni Infantino de criar uma empresa com capital privado para gerenciar a Copa do Mundo não foi suficiente para encerrar a crise entre o presidente da Fifa e a Uefa. A entidade europeia, que foi a primeira a se manifestar contra o plano, agora pressiona pela saída do dirigente do cargo mais importante do futebol mundial.

Por que a Uefa quer a saída de Infantino?

A pressão europeia ganhou força depois que a imprensa inglesa revelou o projeto de criação de uma empresa para operar comercialmente as competições da Fifa. O plano, que previa a venda de ações dos torneios para investidores privados, foi abandonado por Infantino, mas a desconfiança da Uefa permaneceu.

A entidade europeia ameaçou boicotar as competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso o projeto seguisse adiante. Mesmo com o fim do projeto, a Uefa entende que a tentativa de abrir o capital dos torneios feriu a governança do futebol mundial.

O histórico de Infantino na presidência da Fifa

Eleito presidente da Fifa em 2016, Infantino não teve dificuldade para chegar ao terceiro mandato. Ele foi reeleito duas vezes por aclamação, em 2019 e 2023, o que mostrava um caminho tranquilo para a permanência no comando da entidade.

A busca por um quarto mandato, que caminhava para ser novamente tranquila, ganhou novos contornos depois da revelação do projeto de empresa privada. A pressão da Uefa, agora, é para que Infantino deixe o cargo antes de tentar uma nova reeleição.

O que muda com a desistência do projeto?

A desistência de Infantino de criar a empresa com capital privado foi vista como uma resposta à reação da Uefa. No entanto, para a entidade europeia, o estrago já estava feito. A simples tentativa de vender ações dos torneios da Fifa a investidores privados foi interpretada como uma ameaça à integridade das competições.

A Uefa, que já havia se posicionado como a principal voz contrária ao plano, não aceitou a reversão como suficiente. A pressão pela saída de Infantino segue como pauta central na relação entre as duas entidades.

A reação da Uefa e o risco de boicote

A ameaça de boicote às competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, foi o ponto mais duro da reação da Uefa. A entidade europeia deixou claro que não aceitaria a ingerência de capital privado na gestão dos torneios.

Com o fim do projeto, o boicote perdeu o motivo imediato, mas a desconfiança permaneceu. A Uefa avalia que a tentativa de criar a empresa revela um padrão de gestão que coloca em risco a lisura das competições.

O que está em jogo na relação Uefa e Fifa

A crise entre Uefa e Fifa não é apenas institucional. Ela envolve o controle sobre o calendário, as receitas e a governança do futebol mundial. A Copa do Mundo, principal ativo da Fifa, foi o centro da disputa.

A Uefa, como maior entidade continental em termos de receita e audiência, tem peso político para pressionar a Fifa. A saída de Infantino, para a entidade europeia, seria uma forma de restaurar a confiança na governança da entidade máxima do futebol.

A posição de Infantino após a desistência

Infantino, ao desistir do projeto, tentou minimizar a crise. A decisão, no entanto, não foi suficiente para acalmar a Uefa. O dirigente, que foi reeleito duas vezes por aclamação, agora enfrenta o momento mais delicado de sua gestão.

A pressão europeia pela saída de Infantino ocorre em um cenário em que a Fifa se prepara para novos ciclos de competições. A Copa do Mundo, que seria gerida pela empresa privada, segue como o principal ponto de atrito.

O que esperar da pressão europeia

A Uefa mantém a pressão pela saída de Infantino, mas o desfecho da crise ainda é incerto. A entidade europeia não anunciou medidas concretas além da ameaça de boicote, que perdeu força com a desistência do projeto.

A pressão, agora, é política. A Uefa busca apoio de outras confederações e de governos para isolar Infantino. O dirigente, por sua vez, tenta manter o controle da Fifa em um momento de turbulência.

A integridade do futebol em questão

A crise expõe um ponto sensível: a integridade das competições. A tentativa de abrir o capital dos torneios para investidores privados foi vista pela Uefa como um risco à lisura esportiva. A aposta suspeita deixa rastro nos dados, e a integridade se protege antes do jogo, não depois.

A Uefa, que atua no monitoramento de apostas e na proteção da integridade, vê na gestão de Infantino um risco adicional. A saída do dirigente, para a entidade europeia, seria uma medida preventiva para garantir que o futebol não seja refém de interesses comerciais.

O futuro da presidência da Fifa

O futuro de Infantino na presidência da Fifa depende, em grande parte, da reação das confederações. A Uefa é a mais vocal, mas outras entidades podem se alinhar à pressão europeia. A reeleição por aclamação, que parecia garantida, agora enfrenta obstáculos.

A busca por um quarto mandato, que caminhava para ser tranquila, virou um campo de batalha política. A Uefa, com sua força institucional, pode influenciar o resultado. A pressão pela saída de Infantino é o novo capítulo dessa disputa.

Perguntas Frequentes

Por que a Uefa quer a saída de Infantino?

A Uefa quer a saída de Infantino porque ele tentou criar uma empresa com capital privado para gerir a Copa do Mundo, o que foi visto como ameaça à governança e à integridade das competições.

Infantino desistiu do projeto de empresa privada?

Sim, Infantino desistiu do projeto de criar uma empresa com capital privado para gerenciar a Copa do Mundo, mas a Uefa não considera a desistência suficiente para encerrar a crise.

A Uefa ameaçou boicotar a Copa do Mundo?

Sim, a Uefa ameaçou boicotar as competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso o plano de empresa privada seguisse adiante.

Quando Infantino foi eleito presidente da Fifa?

Infantino foi eleito presidente da Fifa em 2016 e reeleito por aclamação em 2019 e 2023.

O que a Uefa quer agora?

A Uefa quer a saída de Infantino da presidência da Fifa, pressionando politicamente para que ele deixe o cargo antes de tentar um quarto mandato.

Berenice Lustosa Caminha
Especialista em integridade e apostas esportivas
Estuda manipulação de jogos e mercado de apostas; explica o que ameaça a lisura das partidas.
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