UEFA anuncia estádios das próximas finais da Champions
A UEFA anunciou na manhã desta terça-feira os estádios que receberão as próximas finais da Liga dos Campeões. A definição saiu após reunião do Comitê Executivo realizada em Salônica, na Grécia, que apontou os locais das decisões das temporadas 27/28 e 28/29.
A Allianz Arena, estádio do Bayern de Munique, receberá a final da próxima temporada. A casa do Barcelona, o Camp Nou, sedia a decisão de 2028/29. A UEFA ainda não informou as datas das duas finais, que devem seguir a lógica das demais edições, entre o final de maio e o início de junho.
A decisão da atual edição já estava marcada: acontece em Madri, no Estádio Riyadh Air Metropolitano, casa do Atlético de Madrid, em 5 de junho de 2027. O anúncio desta terça, portanto, não altera a final já confirmada, apenas projeta as duas edições seguintes.
O que muda para o torcedor é o mapa das sedes a partir de 2028. As duas escolhas carregam histórico recente distinto. A Allianz Arena recebeu duas finais de Liga dos Campeões: em 2012, quando os donos da casa perderam nos pênaltis para o Chelsea, e na temporada 24/25, quando o Paris Saint-Germain conquistou seu primeiro título ao vencer a Inter de Milão por 5 a 0.
O Camp Nou também recebeu duas decisões, mas nenhuma neste século. A primeira foi na temporada 88/89, entre Milan e Steaua Bucareste, com vitória italiana por 4 a 0. A última aconteceu em 98/99, quando o Manchester United venceu o Bayern de Munique por 2 a 1.
A UEFA também informou os estádios que receberão as finais da Liga Europa, da Conference League e da Liga dos Campeões Feminina das duas próximas temporadas. Os nomes desses estádios não foram detalhados no anúncio desta terça.
Para atletas, empresários e profissionais que trabalham com contratos esportivos, o anúncio tem efeito indireto, mas real. Sedes de finais definidas com anos de antecedência influenciam cláusulas de premiação por desempenho, acordos de patrocínio e contratos de direitos de imagem vinculados a campanhas específicas na competição. O contrato é o verdadeiro escudo do atleta, e uma cláusula mal escrita custa milhões quando o cenário muda.
O risco contratual a observar é o de bônus atrelados a fases ou a sedes que ainda não estavam confirmadas no momento da assinatura. Com o calendário agora fechado para 2028 e 2029, clubes e representantes tendem a revisar essas cláusulas nas próximas janelas de transferência.