Técnico do Náutico pede cautela com jovens: 'Ganham menos de R$ 3 mil'
Nos últimos dois jogos, o Náutico contou com jovens da base para pontuar na Série B. Técnico pede cautela: 'Ganham menos de R$ 3 mil'. Entenda o contexto contratual.
O técnico do Náutico pede cautela com os jovens que decidiram os últimos jogos da Série B. Nos dois últimos compromissos, o clube contou com a colaboração de atletas das categorias de base para pontuar. A declaração do treinador, que destaca que os pratas da casa "ganham menos de R$ 3 mil", reflete a realidade contratual dos atletas em formação.
No empate com o São Bernardo, a assistência para o gol de Derek saiu dos pés do meia Wendell, de 18 anos, que fez a estreia no time principal ao ser acionado no segundo tempo. Já a vitória de virada sobre o Athletic foi sacramentada com gol do atacante Luiz Claudio, de 21, acionado oito vezes na Série B, sempre no decorrer das partidas.
Antes deles, quem vinha se destacando era Kauã Maranhão, de 22 anos, que virou titular após voltar de empréstimo do Piauí e já marcou três gols no Brasileiro. A cláusula contratual, nesse caso, é o escudo do atleta: salários baixos na base, mas com potencial de valorização.
A cautela do técnico não é apenas técnica, mas também contratual. Jovens com rendimento alto e vencimentos baixos viram alvo de propostas. O risco contratual a observar é a cláusula compensatória, que pode ser acionada por clubes interessados.
Para o Náutico, a gestão desses talentos exige equilíbrio entre exposição e proteção. Aos 18, 21 e 22 anos, eles representam o futuro, mas também o presente de um clube que luta na Série B.