# Técnico do Maringá destaca virada de chave na reta final e aponta desafios na busca pelo acesso

> Ivan Campanari, técnico do Maringá, assumiu o time faltando três rodadas da Série C e conduziu a equipe do 11º lugar ao quadrangular final. O desafio imediato é manter o desempenho consistente para conquistar o acesso à Série B. Campanari destaca a necessidade de equilíbrio emocional e ajustes táticos diante de adversários experientes na reta decisiva.

*Justiça Desportiva · Futebol · 06 de setembro de 2026 · Dr. Osmundo Lacerda Tavares*

Efetivado faltando três rodadas, Ivan Campanari tirou o Maringá do 11º lugar e levou o time ao quadrangular da Série C. Agora, ele mira o acesso e aponta os desafios da reta final.

O Maringá FC venceu o Paysandu fora de casa e avançou na Série C do Brasileiro. A missão, porém, começou antes, com Ivan Campanari assumindo o time em situação delicada. Efetivado no cargo faltando três rodadas para o fim da primeira fase, o técnico recebeu o desafio de levar a equipe ao quadrangular decisivo. A meta foi cumprida, e agora o treinador mira um novo passo, de olho no acesso à Série B.

Ivan Campanari tem 34 anos e está no Maringá desde 2023, quando foi contratado para o comando do time sub-15. Depois, passou a ser auxiliar do técnico Jorge Castilho, deixando o clube em 2025. Nesta temporada, voltou como auxiliar fixo da comissão permanente. A oportunidade como treinador surgiu após a demissão de Moisés Egert, em agosto.

Quando pegou o time, o Maringá estava em 11º lugar, com 23 pontos, um abaixo do G8. Na estreia, empatou com o lanterna Confiança, fora de casa. Depois, venceu o Barra, de virada, em casa. A sequência mostrou uma virada de chave que o próprio técnico destaca como decisiva para a classificação.

Agora, no quadrangular, o discurso muda. Campanari não esconde que o acesso é o objetivo, mas pondera que cada jogo será uma decisão. A experiência de quem viveu a reta final por dentro, com a pressão de resultado imediato, pesa na forma de conduzir o grupo. Para ele, a pena justa cabe entre a regra e o contexto, e no futebol não é diferente: cada partida exige leitura própria.

O que sustenta a decisão em grau de recurso, no caso do Maringá, é a consistência construída nos momentos de maior pressão. A vaga no quadrangular veio, mas o acesso exige mais. Resta saber se a equipe manterá o mesmo nível de concentração e entrega que marcou a arrancada final.

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