STJD julga recurso de Abel Ferreira do Palmeiras; confira
Tribunal Pleno do STJD julga nesta sexta-feira, às 11h, o recurso do Palmeiras em favor de Abel Ferreira, punido com dois jogos por chutar um microfone no empate com o Mirassol.
O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) agendou para esta sexta-feira o julgamento do recurso apresentado pela defesa do Palmeiras em favor do técnico Abel Ferreira. A sessão do Tribunal Pleno começa às 11h (de Brasília), com transmissão ao vivo pelo canal do STJD no YouTube.
O treinador foi denunciado pela procuradoria e punido com dois jogos de suspensão por chutar um microfone à beira do gramado no empate em 1 a 1 do Palmeiras com o Mirassol, em 30 de agosto, fora de casa, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. O enquadramento foi no Artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de condutas contrárias à disciplina ou à ética esportiva.
O Palmeiras recorreu e obteve efeito suspensivo para que Abel comandasse o time contra o Botafogo, pela 27ª rodada, no último domingo. O treinador esteve à beira do gramado no empate sem gols no Nilton Santos. Agora, o Tribunal Pleno decide se mantém ou não a suspensão de dois jogos. Se o recurso não for acatado, Abel perde o clássico contra o São Paulo e o duelo contra o Grêmio, pelas 28ª e 29ª rodadas da Série A, respectivamente.
O peso do histórico na dosimetria
A leitura fria do caso passa menos pelo episódio isolado e mais pelo que o Tribunal Pleno tem em mãos: um reincidente na mesma temporada. Em abril, Abel Ferreira já havia recebido sanção de oito jogos de suspensão após expulsões nos jogos contra São Paulo e Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro. Nos dois casos, foi denunciado e condenado no mesmo Artigo 258 do CBJD, com o adicional do § 2º, II, no clássico contra o São Paulo.
Contra o Fluminense, a expulsão ocorreu ao término da partida. Segundo o árbitro Felipe Fernandes de Lima, o treinador se dirigiu à arbitragem de forma grosseira, gesticulando os braços e batendo palmas de forma irônica. Por esse ato, foi julgado e condenado a dois jogos. Na ocasião, o Palmeiras recorreu e conseguiu redução da pena para sete jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro.
Esse precedente é o que sustenta a discussão em grau de recurso. A defesa tende a explorar a proporção entre a conduta e a pena, enquanto a procuradoria se apoia na sequência de infrações para justificar a manutenção. Punir é o último passo, não o primeiro, mas a reincidência costuma pesar na balança. Resta saber como o Pleno calibra os dois lados nesta sexta-feira.
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