STJD aumenta suspensão de Abel Ferreira para três jogos
O Pleno do STJD aumentou para três jogos a suspensão do técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, por chute em microfone contra o Mirassol. A pena, baseada no artigo 258 do CBJD, tira o treinador do Choque-Rei contra o São Paulo.
O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aumentou, nesta sexta-feira, para três partidas a suspensão do técnico do Palmeiras, Abel Ferreira. A punição decorre do chute em um microfone durante o jogo contra o Mirassol, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A pena se apoia no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de conduta contrária à disciplina desportiva. Em primeira instância, Abel havia recebido dois jogos. O Pleno, porém, optou pela punição mais pesada após divergência entre os auditores.
Com a decisão, o treinador não comanda o Palmeiras no clássico contra o São Paulo, neste sábado, no Nubank Parque. Também ficará ausente nos duelos contra Grêmio e Bahia, todos pelo Brasileirão. Abel havia dirigido a equipe no empate com o Botafogo, no domingo anterior, graças a um efeito suspensivo concedido pelo STJD. Agora, volta a cumprir a suspensão a partir do Choque-Rei.
A relatora do caso, Antonieta Silva Pinto, criticou a atitude do treinador na audiência. Segundo ela, Abel "demonstrou destempero e não mediu as consequências dos seus atos". A auditora também afirmou ter se surpreendido com o "mau exemplo" dado pelo português.
A defesa do Palmeiras, liderada pelo advogado André Sica, relembrou a punição de seis jogos aplicada a Abel em abril deste ano. O representante do clube sustentou que o tribunal estaria "julgando a pessoa e não o fato".
O presidente do STJD, Luís Otávio Veríssimo Teixeira, rebateu o argumento. Afirmou que a conduta disciplinar típica foi ignorada pela arbitragem e comparou a situação com a de um jogador. "Se fosse um jogador, seria uma partida. Não tem como levar em consideração a reincidência. É a segunda, dentro dessa janela de um ano", declarou.
O árbitro João Vitor Gobbi foi advertido por não ter relatado a ação de Abel durante a partida. O quarto árbitro, Roger Goulart, e o responsável pelo VAR, Ilbert Estevam da Silva, foram absolvidos no caso.
O risco contratual a observar é a reincidência. Uma segunda punição em menos de um ano, como destacou o presidente do tribunal, tende a pesar em julgamentos futuros e pode reduzir a margem de defesa do clube em casos semelhantes.