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Saúl volta a atuar pelo Flamengo após 95 dias e amplia opções de Jardim

Saúl voltou a atuar pelo Flamengo depois de 95 dias e amplia as opções de Leonardo Jardim em momento decisivo. Foram apenas 18 minutos, mas suficientes para deixar um longo período de ausência para trás. O meia foi um dos escolhidos pelo treinador para entrar na vitória por 2 a 0 sobre o Mirassol, nesta quarta-feira, no Maracanã, em jogo adiado pelo Campeonato Brasileiro.

O retorno representa uma opção importante para o treinador rubro-negro. Saúl viveu uma montanha-russa no clube: chegou a ser titular e destaque do time em 2025, mas foi para o fim da fila neste ano. Ele não atuava desde 17 de julho, quando entrou no segundo tempo da vitória por 4 a 2 sobre o Olimpia, em amistoso no Mané Garrincha. Em jogos oficiais, o jejum era ainda mais longo.

A volta acontece em meio a um calendário apertado, com decisões pela frente. Jardim ganha mais uma alternativa no meio-campo, justamente quando o elenco precisa de rodagem e frescor físico. Aos poucos, Saúl volta a ser opção real, e não apenas nome no banco.

A partida contra o Mirassol também escancarou outras possibilidades para o treinador. Além de Valencia e Freitas, outros jogadores aparecem como "novos" reforços neste momento da temporada. O Flamengo busca consistência para manter o ritmo no Brasileirão e nas demais competições.

Eu, como quem acompanha julgamentos e decisões no esporte, reconheço que a volta de um atleta após longo período exige paciência. A pena justa, aqui, cabe entre a regra e o contexto: os 18 minutos são o primeiro passo, não a consagração. O que sustenta a decisão de Jardim é a confiança no histórico do jogador, que já mostrou capacidade em 2025.

Agora, a sequência dirá se Saúl recupera espaço de vez ou se seguirá como peça de rodagem. Para o torcedor analítico, o dado concreto é o mais relevante: 95 dias entre uma atuação e outra. O resto é construção gradual, jogo a jogo.

Dr. Osmundo Lacerda Tavares
Auditor aposentado e comentarista de jurisprudência desportiva
30 anos julgando no STJD, agora explica como o tribunal pensa antes de punir.
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