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Santos acerta rescisão com Mayke após impasse e ação na Justiça

Santos acerta rescisão com Mayke após impasse e ação na Justiça

O Santos oficializou a rescisão contratual com o lateral-direito Mayke. O encerramento do vínculo, que era válido até dezembro de 2027, foi publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF nesta quinta-feira. O jogador já estava fora dos planos do técnico Cuca e vinha treinando separado do elenco.

A rescisão encerra uma passagem curta pela Vila Belmiro. Contratado em 2025 após deixar o Palmeiras, Mayke disputou 20 partidas pelo Peixe. Nesta temporada, entrou em campo apenas oito vezes antes de ser afastado do elenco principal.

O impasse que levou à Justiça

O desfecho ocorre uma semana depois de Mayke recorrer à Justiça para pedir a rescisão. Antes da ação, Santos e representantes do atleta negociaram uma saída amigável e chegaram a avançar, mas divergências financeiras impediram o acordo.

Como publicado pela Gazeta Esportiva, as partes concordavam com a necessidade de encerrar o vínculo, mas divergiam sobre as condições. O lado do jogador alegou que o clube modificou os termos na etapa final.

Segundo o advogado João Henrique Chiminazzo, havia um entendimento sobre os valores, mas a proposta apresentada posteriormente pelo Santos teria sido cerca de 25% inferior ao discutido. "O Mayke abriu mão de muito para que esse acordo acontecesse. Relevamos o tratamento dispensado ao atleta e fizemos todas as concessões possíveis para evitar uma disputa judicial", afirmou na ocasião.

"Diante da quebra de confiança nas negociações, o ajuizamento da ação tornou-se inevitável", completou.

O outro lado: honorários e comissões

Do lado santista, o entendimento era diferente. A Gazeta Esportiva apurou que um dos entraves envolvia o pagamento de honorários advocatícios ligados à negociação. Também havia divergência em relação às comissões dos empresários de Mayke.

O clube entendia que esses pagamentos deveriam terminar junto com o contrato, enquanto os representantes do atleta defendiam a continuidade dos valores previstos anteriormente. Sem consenso, as tratativas foram interrompidas e o caso seguiu para a esfera judicial.

Débitos apontados pelo jogador

A ação apresentada pelo lateral também apontava débitos do Santos. Segundo o estafe do jogador, havia atrasos referentes a salários registrados em carteira, FGTS, direitos de imagem e luvas.

Mayke alegava dois meses de salários, três meses de FGTS, cinco meses de direitos de imagem e sete meses de luvas em aberto. Esses débitos foram usados pela defesa como fundamento para buscar a rescisão.

O que muda para o atleta

Com a publicação da rescisão no BID, chega ao fim oficialmente o vínculo entre Mayke e Santos. O lateral, que não atuava desde maio, contra o Coritiba, agora fica livre para negociar com outro clube.

A saída encerra um ciclo em que o jogador, apesar da experiência acumulada no Palmeiras, não conseguiu se consolidar na equipe alvinegra. Para o Santos, a rescisão libera espaço na folha salarial e encerra um capítulo marcado por disputa judicial.

Para atletas em situação semelhante, o caso ilustra como a justiça desportiva pode decidir uma carreira fora das quatro linhas. Uma vaga no elenco, ou a liberação para um novo contrato, às vezes depende de um acordo financeiro ou de uma decisão judicial.

Perguntas Frequentes

Mayke está livre para assinar com outro clube?

Sim. Com a rescisão publicada no BID da CBF, o vínculo com o Santos foi encerrado oficialmente, liberando o lateral para negociar com outras equipes.

Quais débitos Mayke alegava contra o Santos?

O jogador apontava dois meses de salários, três meses de FGTS, cinco meses de direitos de imagem e sete meses de luvas em aberto.

Por que o acordo amigável não foi fechado?

As partes divergiam sobre valores, honorários advocatícios e comissões de empresários. O Santos apresentou uma proposta cerca de 25% inferior ao que havia sido discutido, segundo o advogado do atleta.

Quando Mayke atuou pela última vez pelo Santos?

A última atuação foi contra o Coritiba, em maio, antes de perder espaço e ser afastado do elenco principal.

O que motivou a ação na Justiça?

A ação foi motivada pela quebra de confiança nas negociações e pelos débitos apontados pelo estafe do jogador, que buscava a rescisão contratual.

Nayara Pilatti Rondon
Jornalista de esportes olímpicos e modalidades amadoras
Cobre vôlei, atletismo e judô; mostra a justiça desportiva além do futebol.
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