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Janela Europa 2026: Big Six gasta R$ 12 bi; veja o resumão

ResumoJanela Europa 2026 registrou investimento de R$ 43,9 bilhões pelas cinco principais ligas europeias. O Big Six inglês destinou quase R$ 12 bilhões, com o Manchester City alcançando recorde histórico de gastos. A movimentação financeira concentrou-se em contratações de alto valor, refletindo a competitividade do mercado de transferências de verão.

As cinco principais ligas da Europa investiram mais de R$ 43,9 bilhões na janela de verão 2026. O Big Six inglês gastou quase R$ 12 bilhões, com o City batendo recorde histórico.

Dr. Faustino Aragão Belluci
por Dr. Faustino Aragão Belluci · 02 de setembro de 2026
Janela Europa 2026: Big Six gasta R$ 12 bi; veja o resumão

As cinco principais ligas da Europa investiram mais de 7,3 bilhões de euros (R$ 43,9 bilhões) na janela de transferências de verão de 2026. O período foi marcado pela agressividade dos grandes clubes ingleses: o chamado "Big Six" da Premier League, formado por Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham, gastou sozinho quase 2 bilhões de euros, cerca de R$ 12 bilhões. Os dados consideram movimentações até 22h desta terça-feira.

O Manchester City foi, de longe, o maior investidor: 527 milhões de euros, ou R$ 3,1 bilhões. Trata-se da maior "gastança" já registrada por um clube em uma única janela de verão, superando o recorde anterior de 483,1 milhões de euros, do Liverpool na temporada passada. O Tottenham entrou no top 10 de maiores gastadores, em uma janela histórica para o clube. Dos dez clubes que mais investiram, oito são da Premier League. As exceções são Real Madrid e Barcelona. O recém-promovido Ipswich Town surpreendeu ao gastar mais de 220 milhões de euros.

O clube que mais arrecadou com vendas foi, curiosamente, o Chelsea: 448,6 milhões de euros. O Aston Villa vem em segundo, com mais de 360 milhões de euros (R$ 2,1 bilhões). Mas o melhor saldo entre compras e vendas foi do Paris Saint-Germain: superávit de 182 milhões de euros, mais de R$ 1 bilhão. Há uma diferença central entre os dois: o Villa perdeu peças importantes do time campeão da Europa League, como Tielemans, Morgan Rogers, Konsa, Malen, Watkins e Dibu Martínez. O PSG manteve todos os titulares campeões da última Champions League.

A contratação mais cara da janela foi selada nos minutos finais: o Manchester City pagará 145,8 milhões de euros (R$ 870 milhões) pelo meio-campista Enzo Fernández, que estava no Chelsea. É a quarta transferência mais cara da história do futebol e um novo recorde da Premier League. Enzo já havia sido o mais caro em 2022/23, quando trocou o Benfica pelo Chelsea por 121 milhões de euros. Ele é o primeiro jogador a quebrar a barreira dos 100 milhões de euros duas vezes.

Dois brasileiros estão entre os reforços mais caros. Além de Enzo, o volante Bruno Guimarães assinou por quatro anos com o Arsenal, por 87,5 milhões de euros. Savinho, contratado pelo Tottenham por 87,7 milhões de euros, foi a compra mais cara entre brasileiros. O volante Andrey Santos trocou o Chelsea pelo Manchester United por 56 milhões de euros. João Gomes deixou o Wolverhampton pelo Aston Villa, e o atacante Allan desembarcou no Manchester City. O centroavante Gabriel Jesus foi para o Barcelona por cerca de 10 milhões de euros.

O Barcelona gastou 184 milhões de euros no total. O clube pagou 80 milhões de euros pelo atacante Gordon, anunciado antes da abertura do mercado, e trouxe o volante Rodri, eleito o melhor da Copa do Mundo 2026. Ferrán Torres, autor do gol do título espanhol, se transferiu para o PSG. O Real Madrid investiu 225 milhões de euros, com a contratação mais cara da história do clube: o atacante Diomande, ex-RB Leipzig, que pode custar até 140 milhões de euros. O clube também fechou com Bernardo Silva, Cucurella, Carlos Espí, Dumfries e Konaté.

A janela registrou seis contratações acima de 100 milhões de euros e onze acima de 80 milhões, alta significativa em relação a anos anteriores. O futebol inglês, em especial, parece viver numa bolha. Para dirigentes e atletas, o recado é direto: a competição só existe se a regra valer para todos, e a regra do mercado, neste verão, foi escrita na Inglaterra.

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