Renan Lodi abre o jogo sobre comemoração "1, 2, 3": "Série B, né?"
Renan Lodi abriu o jogo sobre a comemoração "1, 2, 3" feita após o gol marcado na partida de ida entre Atlético-MG e Cruzeiro, no Mineirão, pela Copa do Brasil. Ele repetiu o gesto na celebração da vaga, depois do jogo de volta na Arena MRV. O lateral explicou o motivo em entrevista à GaloTV.
"Série B, né?", questionou em tom descontraído o lateral, que marcou aos 24 minutos do segundo tempo, de dentro da área, no jogo de volta. Bernard, que estava ao lado de Lodi, completou: "Agora pode falar. Passaram três anos numa situação difícil, delicada. O Lodinho no primeiro e hoje, a gente fez uma dedicatória."
O gesto faz referência direta ao período entre 2020 e 2022, quando o Cruzeiro disputou a Série B do Campeonato Brasileiro por três temporadas seguidas. Ao marcar o gol do empate na ida (1 a 1), Lodi festejou mostrando a contagem com os dedos. Depois da vitória por 2 a 1 na volta, repetiu o movimento.
A provocação, dentro do contexto de um clássico, ganha leitura pela regra do jogo? Não exatamente. Aqui, a análise é outra: a comemoração não configura infração disciplinar, desde que não haja provocação ao público ou gesto ofensivo direcionado a adversários. O árbitro, no lance, avalia se a celebração ultrapassa o limite do que a regra 12 considera conduta antidesportiva.
No caso, o gesto de Lodi foi uma resposta ao rival, mas sem contato físico ou palavras dirigidas a um jogador específico. Pela minha experiência de campo, isso fica no campo da provocação permitida, algo comum em clássicos regionais. O que a câmera mostra e o que o árbitro vê são coisas diferentes: em campo, o lance passa rápido e a interpretação é imediata.
A súmula, ao final, registrou o resultado e as ocorrências disciplinares, se houver. Não houve relato de cartão ou advertência pela comemoração, segundo a fonte. O efeito prático: o Atlético-MG avançou, e a provocação entrou para a história do confronto, alimentando a rivalidade que já rende novos capítulos.
Para o torcedor, o gesto reforça a narrativa do clássico: a regra existe antes do lance, não depois. A provocação, quando fica dentro dos limites, é parte do espetáculo. polêmicas de arbitragem em clássicos regra 12 e comemorações