Presidente de La Liga detona Infantino: Fifa 'age em detrimento do futebol'
O presidente de La Liga, Javier Tebas, detonou a Fifa e Gianni Infantino após a Copa do Mundo 2026. Em entrevista, acusou a entidade de agir em detrimento do futebol, citando pausas para hidratação 'farsa' e decisões unilaterais.
O presidente de La Liga, Javier Tebas, não poupou críticas à Fifa e ao seu presidente, Gianni Infantino, após a Copa do Mundo 2026. Em entrevista ao jornal italiano Gazzetta Dello Sport, o dirigente espanhol afirmou que a entidade máxima do futebol mundial "age em detrimento do futebol" e toma decisões de forma unilateral, sem consultar os demais atores do esporte.
O que Tebas disse sobre as pausas para hidratação?
Tebas iniciou suas críticas apontando uma decisão que considerou desnecessária durante o Mundial: a pausa para hidratação em todas as partidas. "A Fifa faz as coisas como quer, para o que quer, para os seus próprios interesses, certamente não para o futebol", disse. "As pausas para hidratação são uma farsa. Temos isso em La Liga, mas só quando está muito calor. Aqui, os campos em Dallas, Los Angeles e Atlanta tinham ar condicionado; tive de vestir uma blusa nas bancadas. Era uma farsa, um intervalo comercial".
Críticas a Infantino e ao 'sistema'
O presidente de La Liga afirmou que as decisões são tomadas de forma "ditatorial", sem considerar o resto do futebol. "Isso demonstra que somos governados por uma instituição que faz e decide o que quer, quando quer, buscando apenas seus próprios interesses sem considerar, muito menos consultar, o resto do futebol", desabafou.
Questionado sobre a possibilidade de demissão de Gianni Infantino, Tebas foi direto: "sim, acho que chegou a hora dele". No entanto, reconheceu que a mudança é difícil devido ao apoio do "sistema" e à falta de candidatos de oposição. "Ninguém quer se candidatar para perder. Este é o sistema, e é um sistema falho desde a sua base", completou.
O caso Balogun e a Superliga
Tebas também mencionou o caso do jogador americano Balogun durante a Copa. "A suspensão do jogador americano é um assunto extremamente sério: eles tiveram sorte porque a Bélgica eliminou os EUA, porque, caso contrário, poderiam ter criado um escândalo que poderia ter custado o emprego de Infantino", afirmou.
Sobre a Superliga, ele criticou o poder concedido à Fifa e à Uefa. "A decisão sobre a Superliga deu à Fifa e à Uefa um poder enorme, confirmando seu monopólio. No entanto, elas deveriam ter usado esse monopólio para trabalhar com os diversos atores do nosso setor e para o bem do futebol", disse.
Calendário e Copa do Mundo com 64 seleções
O dirigente voltou a criticar o acúmulo de jogos no calendário e a proposta de uma Copa do Mundo com 64 seleções. "Aumentar o número de seleções nacionais não faz sentido. A indústria do futebol não se resume à Copa do Mundo", afirmou. "São as competições nacionais que sustentam o esporte. Estão destruindo a indústria do futebol, aquela que gera dezenas de milhares de empregos para um evento que dura 40 dias".
Impacto para o torcedor
Para o fã de futebol, as críticas de Tebas acendem um alerta: decisões como o aumento de seleções e pausas comerciais podem comprometer a qualidade e a frequência das competições nacionais, que são a base do esporte. "Os melhores jogadores estão lá? Claro, mas eles também estão nas nossas ligas. Precisamos de menos seleções nacionais e mais proteção para o futebol nacional", concluiu.
Perguntas Frequentes
Quem é Javier Tebas?
Javier Tebas é o presidente de La Liga, a primeira divisão do futebol espanhol, cargo que ocupa desde 2013.
O que Tebas disse sobre Infantino?
Tebas afirmou que Infantino deveria deixar o cargo, chamando-o de parte de um "sistema falho" que age em detrimento do futebol.
Por que Tebas criticou as pausas para hidratação?
Ele considerou as pausas uma "farsa" e um "intervalo comercial", já que os estádios em Dallas, Los Angeles e Atlanta tinham ar condicionado.
O que é o caso Balogun mencionado por Tebas?
Tebas se referiu à suspensão do jogador americano Balogun durante a Copa, que segundo ele foi abafada após a eliminação dos EUA para a Bélgica.
Qual a posição de Tebas sobre a Copa com 64 seleções?
Ele é contra, afirmando que a medida não faz sentido e prejudica as competições nacionais que sustentam o futebol.