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Por que o Palmeiras vive má fase na reta final da temporada

O empate com o Botafogo, no último domingo, custou ao Palmeiras a liderança do Brasileirão, agora nas mãos do Flamengo, a 12 rodadas do fim. O roteiro não é inédito: na temporada passada, o clube já havia visto a ponta escapar na reta final. "Não podemos cometer os mesmos erros do ano passado", disse o diretor de futebol, Anderson Barros, após o jogo que permitiu a ultrapassagem.

Mas o que explica a queda de rendimento? A resposta, segundo a avaliação interna do clube, passa por um conjunto de fatores que se repetem. Em 2025, o Palmeiras passava por reformulação, com 12 contratações, e sofreu, na visão da diretoria, com desgaste físico, falta de experiência no elenco e certa permissividade defensiva. O mesmo padrão parece se desenhar agora, quando o time entra na fase final das decisões da temporada.

Para nós, analistas do direito desportivo, o caso ilustra como a gestão de elenco e a preparação física são variáveis que afetam diretamente a integridade competitiva. Não se trata de julgar desempenho individual, mas de reconhecer que a queda de rendimento coletivo, quando não corrigida, compromete a regularidade necessária para uma disputa de título. A competição só existe se a regra valer para todos, e a regra aqui inclui sustentar o nível ao longo de 38 rodadas.

O alerta de Anderson Barros não é retórica. A referência direta aos erros de 2025 indica que a comissão técnica e a diretoria identificam padrões repetidos: o time que começa forte e perde intensidade justamente quando os jogos decisivos se acumulam. A permissividade defensiva, citada como um dos males da reformulação do ano passado, volta a aparecer como ponto de atenção.

A perda da liderança para o Flamengo, nesse contexto, funciona como um sinal de que o problema não é pontual. O Palmeiras tem duas rodadas para reagir antes do confronto direto com a LDU pela Libertadores, mas a má fase na reta final do Brasileiro já acendeu o alerta máximo no clube calendário do Palmeiras na reta final.

A lição, do ponto de vista regulamentar, é clara: consistência é critério de mérito. Quem oscila na reta final, independentemente do motivo, entrega a decisão ao adversário. O Palmeiras, agora, precisa provar que aprendeu com o próprio histórico, sob pena de ver o título escapar mais uma vez nas rodadas finais.

Dr. Faustino Aragão Belluci
Procurador desportivo e analista disciplinar
Atua na acusação desportiva, explica por que clubes e atletas são punidos.
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