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Oposição desenha nomes e agita eleição do São Paulo

Oposição começa a desenhar nomes e agita disputa pela presidência do São Paulo

A quatro meses da eleição presidencial no São Paulo, as chapas políticas se movimentam nos bastidores para articular candidaturas. A votação que definirá o novo presidente do Tricolor está marcada, inicialmente, para a primeira quinzena de dezembro.

A eleição definirá quem comandará o clube no triênio 2027-2029. O colegiado atual, composto por cerca de 260 conselheiros, decidirá o novo mandatário. Eles se dividem em nove grupos políticos, além dos independentes.

Dois nomes da oposição avançam

Rogério Caboclo, advogado e ex-presidente da CBF entre 2018 e 2023, é conselheiro vitalício do São Paulo. Marcelo Portugal Gouvêa, também advogado e conselheiro vitalício, integra o grupo Salve o Tricolor Paulista. Ambos estão bem encaminhados para disputar a cadeira presidencial.

Caboclo já conta com um adepto declarado: Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo e integrante da chapa Força São Paulo. Em vídeo divulgado pelo jornalista Ramoni Artico, Ayres aparece em reunião na casa de Caboclo, com a presença de Cleo Prado, atual diretora de futebol feminino, atuando como conselheira.

Por nota oficial, Ayres confirmou presença e praticamente assegurou a candidatura de Caboclo. "Trata-se de uma posição política legítima, construída a partir de suas convicções e do diálogo com diferentes integrantes do Conselho Deliberativo", disse.

Situação ainda não definiu candidato

A situação, ao lado do presidente Harry Massis Júnior, ainda não lançou nome. Adilson Alves surge como favorito. A tendência é que Massis cumpra o mandato até dezembro, sem se candidatar.

Dos nove grupos políticos, seis apoiam a gestão atual: Vanguarda, Legião, Participação, Sempre Tricolor, Somos SPFC e Super. A oposição reúne Força, Salve o Tricolor Paulista e Novo São Paulo.

Salve o Tricolor aposta em Marcelinho

O grupo Salve o Tricolor Paulista já indicou seu principal candidato: Marcelo Portugal Gouvêa, que tenta seguir os passos do pai homônimo, presidente entre 2002 e 2006. Atuante desde 2004, Marcelinho foi eleito conselheiro em 2008, vitalício em 2014, e diretor adjunto de futebol entre 2005 e 2009.

Em nota, o grupo esclareceu que o vídeo sugerindo Caboclo como candidato da oposição não conta com apoio dos coordenadores. "O preparo, o caráter e a são-paulinidade de Marcelinho tornam-no, sem dúvidas, a melhor alternativa para o futuro do clube", afirmou a coordenação.

Rota de colisão nos bastidores

Olten Ayres e Harry Massis estão em rota de colisão desde janeiro, quando Massis assumiu após a renúncia de Julio Casares. Em abril, Massis protocolou pedido de expulsão de Ayres por suposta gestão temerária. Em junho, conselheiros reprovaram cautelar que poderia afastá-lo por 120 dias.

Massis também enfrenta pedido de expulsão, não protocolado por Ayres. Um grupo de conselheiros requer a exclusão do presidente, com base no transfer ban sofrido em 21 de julho. O documento está sob análise da Comissão de Ética.

Perguntas Frequentes

Quando será a eleição para presidente do São Paulo?

A votação está marcada, inicialmente, para a primeira quinzena de dezembro.

Quem são os candidatos da oposição?

Rogério Caboclo e Marcelo Portugal Gouvêa estão bem encaminhados para disputar a presidência.

A situação já definiu um candidato?

Ainda não. Adilson Alves surge como nome forte, mas a definição não ocorreu.

O que é o transfer ban citado na disputa?

O clube sofreu um transfer ban em 21 de julho, que pode configurar gestão temerária, segundo conselheiros.

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Nayara Pilatti Rondon
Jornalista de esportes olímpicos e modalidades amadoras
Cobre vôlei, atletismo e judô; mostra a justiça desportiva além do futebol.
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