Série C no Ceará: risco real, ainda não matemático
O torcedor do Ceará que ainda não pensa na Série C do Campeonato Brasileiro está tentando não sofrer por antecipação. Se os próximos passos continuarem como agora, o futuro na terceira divisão será inevitável. Não estão errados os que preferem não antecipar esse sofrimento. O problema é o clube parecer não traçar nova rota para mudar o próprio percurso.
A Série C ainda não é uma realidade matemática, mas deixou de ser hipótese absurda no Ceará. Com Mozart no comando, muito se falou sobre o "botão de sobrevivência". O treinador foi demitido em 31 de maio, três meses atrás, e o botão ainda não foi acionado. Não há discurso que prove o contrário. Basta olhar para a tabela da Série B: o Ceará segue na 17ª posição, com sete vitórias em 25 jogos disputados e aproveitamento de 37% na competição.
O cenário, rodada após rodada, deixa de ser ameaça para se tornar fato. A demissão de Mozart, que deveria ser o gatilho para uma reação, não produziu efeito visível nos números. O aproveitamento de 37% é baixo para quem ainda tenta escapar de um destino que se desenha no horizonte. A cada rodada, a distância para a zona de rebaixamento se reduz, e a margem de erro diminui.
O contrato do clube com a permanência na Série B é frágil. Sem mudança de rota, o risco de queda se materializa. A cláusula de permanência, se existisse, estaria sendo violada pela repetição dos mesmos erros. O Ceará precisa de uma resposta em campo, não apenas de discurso. O tempo, esse sim, é inimigo declarado.
A pergunta que fica é: o clube vai acionar o botão de sobrevivência antes que a Série C deixe de ser hipótese e vire realidade? A resposta virá nas próximas rodadas, com a pressão aumentando a cada jogo. análise do rebaixamento na Série B