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Ituano fracassa mais um ano: clube sem ambição

O Ituano fracassa mais um ano. Na noite de 25 de agosto, o Galo de Itu perdeu para o Paysandu por 1 a 0 e foi eliminado na primeira fase da Série C do Brasileiro. Pela segunda temporada seguida, o ano do clube termina em agosto, antes do que a torcida esperava. O acesso, que era o objetivo, virou ilusão mais uma vez.

O roteiro de 2026 repetiu o de 2025. Eliminação na semifinal da Série A2 do Paulista e perda de fôlego na fase decisiva da competição nacional. Na Série C, o Ituano chegou a ser vice-líder, mas venceu apenas um dos últimos dez jogos que disputou. O time se acostumou a não ser decisivo nos momentos-chave.

A análise dos fracassos dentro de campo aponta para a passividade administrativa dos dois gestores do clube: Paulo Silvestri e Juninho Paulista. É fácil detectar que o Ituano é um clube parado no tempo. Já teve bons momentos em um passado distante, mas a falta de investimentos faz o Galo ser constantemente ultrapassado por times e mais crise nos clubes paulistas.

Em 2027, o Ituano disputará novamente a Série A2 do Paulista e a Série C do Brasileiro. A repetição do calendário é o retrato de uma gestão que não consegue transformar potencial em resultado. A competição só existe se a regra valer para todos, e o Ituano, neste momento, não cumpre nem a regra básica de ser competitivo até o fim.

Dr. Faustino Aragão Belluci
Procurador desportivo e analista disciplinar
Atua na acusação desportiva, explica por que clubes e atletas são punidos.
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