Oito seleções em busca da glória na Copa do Mundo de 2026: favoritas
Oito seleções em busca da glória na Copa do Mundo de 2026: favoritas e análise contratual
As oito seleções em busca da glória na Copa do Mundo de 2026, sediada por Canadá, México e Estados Unidos, começam a trajetória em junho. Brasil, Argentina, França, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Portugal e Países Baixos despontam como favoritas. Cada uma carrega um roteiro distinto: da defesa do título ao sonho do hexa, passando por renovações geracionais e pressões contratuais que moldam o desempenho em campo.
Favoritas ao hexa e ao bicampeonato
Brasil: a busca pelo hexacampeonato
A seleção brasileira, pentacampeã mundial, tenta quebrar o jejum de 24 anos. A última conquista foi em 2002, na Coreia do Sul e Japão. Desde então, o Brasil chegou às quartas em 2006, 2010 e 2018, e ao quarto lugar em 2014. Na Copa de 2022, caiu nas quartas para a Croácia nos pênaltis. O elenco atual mescla jovens como Vinícius Júnior e Endrick com veteranos como Neymar, que, aos 34 anos, disputa o que pode ser seu último Mundial.
Do ponto de vista contratual, a Lei Pelé (Lei nº 9.615/98) regula os vínculos dos atletas brasileiros com clubes nacionais e estrangeiros. A cláusula compensatória, prevista no artigo 28, é o mecanismo que permite a transferência internacional de jogadores. Para a Copa, a convocação de atletas que atuam na Europa exige que a CBF negocie a liberação com os clubes, conforme o Regulamento sobre o Estatuto e a Transferência de Jogadores da FIFA. O contrato de imagem, comum no Brasil, também é ponto de atenção: atletas como Neymar têm acordos milionários que podem gerar conflitos com patrocinadores da seleção.
Argentina: defensora do título
A Argentina, campeã em 2022 no Catar, busca o bicampeonato. Lionel Messi, agora com 39 anos, lidera o elenco. O time de Scaloni manteve a base vitoriosa, com jogadores como Lautaro Martínez e Julián Álvarez. A renovação contratual de Messi com o Inter Miami, que se estende até 2027, garante sua presença no torneio.
A legislação argentina, Ley de Contrato de Trabajo, regula os vínculos dos atletas. Para a Copa, a AFA precisa de autorização dos clubes, especialmente os europeus, que cedem os jogadores por até 30 dias antes do torneio. A cláusula de liberação, prevista no Regulamento FIFA, é automática para competições oficiais de seleções.
França: a força europeia
A França, campeã em 1998 e 2018, chega como uma das favoritas. Kylian Mbappé, agora no Real Madrid, é a estrela. O contrato de Mbappé com o clube espanhol, que inclui cláusulas de desempenho e imagem, é um dos mais valiosos do futebol mundial. A federação francesa (FFF) já acertou com a UEFA e a FIFA a liberação dos atletas.
Na França, o Código do Esporte (Code du Sport) regula os contratos. A cláusula de rescisão, comum no país, pode ser acionada por clubes estrangeiros. Para a Copa, a FFF garante que os jogadores estejam disponíveis a partir de 15 dias antes do início, conforme o calendário FIFA.
Renovações e desafios contratuais
Inglaterra: a geração de ouro
A Inglaterra, vice-campeã em 2020 (Eurocopa) e semifinalista em 2018 e 2022, aposta em jovens como Jude Bellingham e Bukayo Saka. O contrato de Bellingham com o Real Madrid, que prevê bônus por títulos, é um dos mais bem estruturados do futebol europeu. A FA (Football Association) segue o modelo da Premier League, com contratos padronizados e cláusulas de imagem.
Na Inglaterra, o contrato de trabalho padrão (Standard Player Contract) é regulado pela Premier League e pela EFL. Para a Copa, a FA negocia com os clubes a liberação antecipada, que pode gerar conflitos se o jogador estiver em fase final de temporada.
Espanha: la roja renovada
A Espanha, campeã em 2010, aposta em jovens como Pedri e Gavi. O contrato de Pedri com o Barcelona, que inclui cláusula de rescisão de 1 bilhão de euros, é um dos mais altos do mundo. A RFEF (Real Federación Española de Fútbol) segue o Regulamento FIFA.
Na Espanha, o Real Decreto 1006/1985 regula os contratos de atletas. A cláusula de rescisão é obrigatória e pode ser paga pelo clube comprador. Para a Copa, a liberação é automática, mas a RFEF pode enfrentar resistência de clubes que disputam finais de Liga dos Campeões.
Alemanha: a máquina tática
A Alemanha, tetracampeã (1954, 1974, 1990, 2014), busca se reerguer após eliminações precoces em 2018 e 2022. O elenco conta com jovens como Jamal Musiala e Florian Wirtz. O contrato de Musiala com o Bayern de Munique, que inclui cláusula de desempenho e imagem, é um dos mais modernos da Bundesliga.
Na Alemanha, o contrato de trabalho esportivo é regido pelo Código Civil (BGB) e pela Liga Alemã de Futebol (DFL). A cláusula de rescisão não é obrigatória, mas comum. Para a Copa, a DFB garante a liberação com base no calendário FIFA.
Portugal: a última dança de CR7
Portugal, campeã da Euro 2016, aposta em Cristiano Ronaldo, que, aos 41 anos, disputa o sexto Mundial. O contrato de Ronaldo com o Al Nassr, que se estende até 2027, é um dos mais lucrativos da Arábia Saudita. A FPF (Federação Portuguesa de Futebol) segue o Regulamento FIFA.
Em Portugal, o Decreto-Lei nº 305/99 regula os contratos de atletas. A cláusula de rescisão é obrigatória e pode ser paga pelo clube comprador. Para a Copa, a liberação é automática, mas a FPF precisa de autorização do Al Nassr para Ronaldo.
Países Baixos: a laranja mecânica
Os Países Baixos, vice-campeões em 2010 e 1974, buscam o primeiro título. O elenco conta com jovens como Xavi Simons e Memphis Depay. O contrato de Simons com o Paris Saint-Germain, que inclui cláusula de recompra, é um dos mais complexos do futebol europeu.
Na Holanda, o contrato de trabalho esportivo é regido pelo Código Civil (Burgerlijk Wetboek) e pela KNVB. A cláusula de rescisão não é obrigatória. Para a Copa, a KNVB garante a liberação com base no calendário FIFA.
Regras da FIFA e a liberação de atletas
A FIFA, por meio do Regulamento sobre o Estatuto e a Transferência de Jogadores, estabelece que os clubes devem liberar os atletas para competições oficiais de seleções. O período de liberação é de até 30 dias antes do início do torneio. Para a Copa de 2026, a FIFA já comunicou que a janela de liberação começa em 1º de junho.
O descumprimento pode gerar sanções, como multas e perda de pontos. Na prática, clubes europeus que disputam finais de Liga dos Campeões ou de campeonatos nacionais podem tentar adiar a liberação. A FIFA, porém, é clara: a seleção tem prioridade.
A Lei Pelé e os atletas brasileiros
A Lei Pelé (Lei nº 9.615/98) regula os contratos de atletas brasileiros. O artigo 28 estabelece a cláusula compensatória, que é o valor pago pelo clube comprador ao clube vendedor em caso de transferência internacional. Para a Copa, a CBF precisa de autorização dos clubes para convocar atletas que atuam no exterior.
O contrato de imagem, previsto no artigo 87-A, é outro ponto: atletas como Neymar têm acordos milionários que podem gerar conflitos com patrocinadores da seleção. A CBF, por exemplo, tem contrato com a Nike, enquanto Neymar tem acordo com a Puma. A Lei Pelé permite que o atleta negocie separadamente, mas a seleção pode vetar o uso de marcas concorrentes durante o torneio.
Perguntas Frequentes
Qual seleção é favorita ao título da Copa de 2026?
Brasil, Argentina e França são as principais favoritas, segundo análises de casas de apostas e especialistas. O Brasil busca o hexa, a Argentina defende o título e a França aposta em Mbappé.
Quantas seleções participam da Copa de 2026?
A Copa de 2026 terá 48 seleções, um aumento em relação às 32 de 2022. O torneio será sediado por Canadá, México e Estados Unidos.
Quando começa a Copa do Mundo de 2026?
O torneio começa em junho de 2026. A data exata será definida pela FIFA, mas a janela de liberação dos atletas começa em 1º de junho.
Como a Lei Pelé afeta a convocação de jogadores?
A Lei Pelé regula os contratos de atletas brasileiros. Para a Copa, a CBF precisa de autorização dos clubes para convocar atletas que atuam no exterior, conforme o artigo 28.
Qual é o maior desafio contratual para a seleção brasileira?
O maior desafio é o conflito entre contratos de imagem de atletas e patrocinadores da CBF. A Lei Pelé permite negociação separada, mas a seleção pode vetar marcas concorrentes durante o torneio.
Lei Pelé e contratos de imagem no futebol brasileiro Regulamento FIFA de transferências e liberação de atletas Copa do Mundo 2026: sedes e calendário oficial