Mundial de Clubes de Vôlei Feminino: as oito equipes em São Paulo
A 19ª edição do Campeonato Mundial de Clubes de Vôlei Feminino da FIVB já tem os oito participantes definidos. Entre os dias 8 e 13 de dezembro, o Ginásio Poliesportivo Wlamir Marques, em São Paulo, receberá as principais equipes da América do Sul, Europa, Ásia e África. A composição dos grupos e a lista de clubes foram divulgadas nesta terça-feira. Esta será a quarta vez que a capital paulista sediará a competição, após as edições de 1991, 1994 e 2025.
O Mundial de Clubes de Vôlei Feminino de 2026 será disputado entre 8 e 13 de dezembro no Ginásio Poliesportivo Wlamir Marques, em São Paulo. Oito equipes participam, incluindo Osasco São Cristóvão Saúde e SESI Vôlei Bauru, representantes do Brasil, além de clubes da Turquia, Japão, Peru, Cazaquistão e Egito.
Anfitrião do torneio e campeão mundial em 2012, o Osasco São Cristóvão Saúde busca conquistar o segundo título da história. O elenco conta com destaques como a levantadora italiana Marta Bechis, a oposta polonesa Magdalena Stysiak e a ponteira italiana Anastasia Guerra. O outro representante brasileiro será o SESI Vôlei Bauru, que garantiu presença no Mundial ao conquistar, pela primeira vez, o Campeonato Sul-Americano de Clubes, realizado em fevereiro, em Lima, no Peru. A equipe tem entre seus principais nomes a levantadora campeã olímpica Dani Lins, a central Diana Duarte e a oposta norte-americana Morgahn Fingall.
O Alianza Lima será o terceiro representante do continente sul-americano na competição. A equipe peruana irá disputar pela segunda vez consecutiva o Mundial depois de terminar a edição do ano passado na sexta colocação. Hexacampeão peruano e bicampeão vice-campeão sul-americano, o clube deve contar com a levantadora colombiana María Marín, a oposta norte-americana Taylor Fricano e a ponteira argentina Daniela Bulaich.
A rivalidade entre Brasil e Turquia, uma das mais marcantes do voleibol feminino nos últimos anos, também estará representada na competição, uma vez que as duas vagas europeias ficaram com equipes turcas. Maior vencedor da história do Mundial de Clubes, com quatro títulos, o VakifBank SK chega depois de conquistar a Liga dos Campeões da CEV. O elenco reúne atletas de renome internacional, como a oposta sérvia Tijana Bošković, a ponteira russa Marina Markova, a central Zehra Güneş e a levantadora Naz Aydemir Akyol.
Já o Eczacıbaşı Peron Istanbul, tricampeão mundial e vice-campeão europeu na última temporada, também figura entre os candidatos ao título. A equipe deve contar com nomes como a oposta italiana Ekaterina Antropova, eleita MVP da edição mais recente do Mundial, a levantadora Elif Şahin, a ponteira Ebrar Karakurt e a japonesa Mayu Ishikawa.
Campeão asiático pela terceira vez e nove vezes vencedor da liga japonesa, o NEC Red Rockets Kawasaki disputará sua segunda participação no Mundial. O clube chega após conquistar a Liga dos Campeões da Confederação Asiática de Voleibol e terá entre suas atletas a central Nichika Yamada, a levantadora Tsukasa Nakagawa e a oposta italiana Sylvia Nwakalor. Também representando o continente asiático, o Zhetysu VC, do Cazaquistão, retorna ao torneio depois de encerrar a edição de 2025 na sétima posição. Onze vezes campeão nacional, o clube conta com a levantadora sérvia Marija Miljević, a oposta Perizat Nurgergenova e a ponteira chinesa Yiwen Miao.
Fechando a lista de participantes, o Al Ahly SC, do Egito, fará sua estreia no Mundial de Clubes. Atual campeão africano, o clube soma dez títulos continentais e 42 conquistas da Liga Egípcia. Desde julho de 2025, a equipe é comandada pelo técnico brasileiro Paulinho Milagres e deve contar com atletas da seleção egípcia, como Dana Shawky, Zeina Elalamy e Nada Waliid.
Os oito clubes foram distribuídos em dois grupos com quatro equipes cada. A fase de grupos será disputada entre os dias 8 e 10 de dezembro, em turno único, e as semifinais estão programadas para 12 de dezembro, reunindo os líderes de cada chave contra os segundos colocados do grupo oposto. No dia 13, serão disputadas a decisão do terceiro lugar e a final. Durante a fase inicial, cada dia contará com duas sessões, cada uma com duas partidas. Os ingressos serão comercializados por sessão, permitindo ao torcedor acompanhar dois jogos com uma única entrada.
Grupos do Mundial de Clubes de Vôlei Feminino
O Grupo A reúne Osasco São Cristóvão Saúde (Brasil), NEC Red Rockets Kawasaki (Japão), Eczacıbaşı Peron Istanbul (Turquia) e Club Alianza Lima (Peru). O Grupo B tem VakifBank SK (Turquia), SESI Vôlei Bauru (Brasil), Al Ahly SC (Egito) e Zhetysu VC (Cazaquistão).
Calendário de jogos
A fase de grupos começa na terça-feira, 8 de dezembro, com duas sessões diárias. Na Sessão 1, às 10h, o NEC Red Rockets Kawasaki enfrenta o Eczacıbaşı Peron Istanbul; às 13h30, o VakifBank SK joga contra o Zhetysu VC. Na Sessão 2, às 17h, o SESI Vôlei Bauru encara o Al Ahly SC; às 20h30, o Osasco São Cristóvão Saúde recebe o Club Alianza Lima.
Na quarta-feira, 9 de dezembro, os confrontos são: às 10h, VakifBank SK x Al Ahly SC; às 13h30, NEC Red Rockets Kawasaki x Club Alianza Lima; às 17h, SESI Vôlei Bauru x Zhetysu VC; às 20h30, Osasco São Cristóvão Saúde x Eczacıbaşı Peron Istanbul. Na quinta-feira, 10 de dezembro, a rodada final da fase de grupos traz Al Ahly SC x Zhetysu VC, Eczacıbaşı Peron Istanbul x Club Alianza Lima, VakifBank SK x SESI Vôlei Bauru e Osasco São Cristóvão Saúde x NEC Red Rockets Kawasaki.
As semifinais serão no sábado, 12 de dezembro, às 16h e às 20h, com os líderes de cada grupo enfrentando os segundos colocados da chave oposta. No domingo, 13 de dezembro, às 16h, acontece a disputa da medalha de bronze; às 20h, a grande final decide o título.
Análise: o risco contratual por trás da busca pelo título
Para os clubes brasileiros, a participação no Mundial impõe atenção redobrada à gestão de elenco. O contrato de atletas como Dani Lins e Magdalena Stysiak, por exemplo, precisa prever cláusulas de desempenho e de exposição midiática, já que o torneio concentra jogos em curto intervalo. Uma cláusula mal escrita pode custar milhões em premiações ou em eventuais rescisões. O regulamento da FIVB, nesse ponto, dialoga com a Lei Pelé no que trata de transferências e direitos de imagem, e o departamento jurídico de cada equipe deve estar alinhado antes do primeiro saque.