Justiça Desportiva 🔍
Justiça Desportiva
Editorias
Institucional
Futebol

Muito além da prancheta: Ancelotti usa inteligência artificial, drone e outras tecnologias na Seleção

Muito além da prancheta: Ancelotti usa inteligência artificial, drone e outras tecnologias na Seleção

Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, incorporou inteligência artificial, drones e análise de dados à preparação da equipe. A tecnologia monitora atletas em tempo real, previne lesões e otimiza táticas, mas levanta questões sobre privacidade e regulação. Drones capturam ângulos de treino, enquanto a IA processa métricas de desempenho, como deslocamento e frequência cardíaca, gerando relatórios instantâneos para a comissão técnica.

A revolução tecnológica nos treinos da Seleção

Ancelotti não se limita à prancheta tática. Em campo, drones sobrevoam o gramado para filmar ângulos nunca antes vistos. A inteligência artificial, por sua vez, cruza dados de GPS, batimentos cardíacos e deslocamento dos atletas em tempo real. O resultado: relatórios que apontam desgaste muscular, risco de lesão e padrões de jogo do adversário.

Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o sistema de análise utilizado pela Seleção processa mais de 200 variáveis por jogador a cada partida. A IA identifica, por exemplo, quando um atleta reduz a velocidade média nos últimos 15 minutos, sinal de fadiga que pode levar a substituição preventiva.

Drone como ferramenta tática

O uso de drones na Seleção não é novidade, mas ganhou escala com Ancelotti. Os equipamentos filmam treinos de ângulos aéreos, permitindo que a comissão técnica veja a movimentação coletiva em tempo real. A imagem é transmitida para tablets e telões à beira do campo.

Dados de fontes oficiais indicam que a tecnologia de drones no futebol profissional brasileiro segue normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A ANAC regula o uso de drones em eventos esportivos, exigindo autorização prévia para voos sobre áreas com aglomeração.

Inteligência artificial na análise de desempenho

A IA vai além do scout tradicional. Algoritmos de machine learning processam vídeos de partidas e treinos, identificando padrões de movimentação, passes e finalizações. O sistema aprende com o histórico do atleta e do adversário, sugerindo ajustes táticos em minutos.

Um relatório interno da CBF, citado por fontes da comissão técnica, aponta que a IA reduziu em 30% o tempo de análise de vídeo. Antes, a equipe levava até 4 horas para revisar um jogo completo; hoje, o processo leva menos de 1 hora.

Monitoramento de lesões e carga física

A tecnologia também protege a integridade dos atletas. Sensores nos coletes dos jogadores medem frequência cardíaca, aceleração e impacto. A IA cruza esses dados com o histórico de lesões de cada um, gerando alertas de risco.

Segundo o departamento médico da Seleção, o sistema já preveniu ao menos 3 lesões musculares em jogadores durante as Eliminatórias para a Copa de 2026. O alerta de risco acionou substituições preventivas em treinos.

Questões de privacidade e regulação

O uso intensivo de dados pessoais dos atletas levanta questões de privacidade. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) regula a coleta e o tratamento de informações biométricas e de desempenho. A CBF afirma que todos os dados são anonimizados e armazenados em servidores no Brasil, em conformidade com a legislação.

A integridade esportiva também entra em cena. Dados de desempenho podem ser alvo de apostas ilegais. A CBF, em parceria com o Ministério do Esporte, monitora padrões suspeitos de movimentação financeira em partidas da Seleção, conforme previsto na Lei 13.756/2018, que regula apostas esportivas no Brasil.

O papel da regulação nas apostas

A aposta suspeita deixa rastro nos dados. A CBF utiliza sistemas de inteligência artificial para cruzar informações de desempenho com padrões de mercado de apostas. Se um jogador tem queda abrupta de rendimento em uma partida, o sistema gera alerta para a diretoria de integridade.

A integridade se protege antes do jogo, não depois. A CBF mantém convênio com a Associação Internacional de Integridade nas Apostas (IBIA), que monitora mais de 100 casas de apostas ao redor do mundo.

Como a tecnologia impacta o futuro da Seleção

A adoção de IA e drones por Ancelotti coloca a Seleção Brasileira na vanguarda da preparação esportiva. A tendência é que a tecnologia se expanda para categorias de base e para o futebol feminino, com investimentos em sensores vestíveis e análise preditiva.

Dados oficiais da CBF indicam que o orçamento para tecnologia na Seleção cresceu 40% em 2025, chegando a R$ 12 milhões. O valor inclui equipamentos, softwares e treinamento da comissão técnica.

O que esperar das próximas competições

Para a Copa do Mundo de 2026, a expectativa é que a IA seja usada em tempo real durante as partidas, com análises instantâneas enviadas ao banco de reservas. Drones também devem ser usados em treinos fechados para evitar espionagem tática.

A CBF estuda ainda a implementação de realidade aumentada para simular jogadas em 3D durante as preleções. A tecnologia, já testada em clubes europeus, permite que os jogadores vejam a movimentação do adversário projetada no campo.

tecnologia no futebol brasileiro

Perguntas Frequentes

Como Ancelotti usa inteligência artificial na Seleção?

Ancelotti utiliza IA para analisar dados de desempenho dos atletas em tempo real, como deslocamento, frequência cardíaca e padrões de jogo. O sistema gera relatórios instantâneos para ajustes táticos e prevenção de lesões.

Drones são permitidos em treinos da Seleção?

Sim, desde que autorizados pela ANAC. Os drones filmam ângulos aéreos para análise tática, com voos controlados e restritos a áreas de treino.

A tecnologia viola a privacidade dos jogadores?

A CBF afirma que todos os dados são coletados com consentimento dos atletas e em conformidade com a LGPD. Informações biométricas são anonimizadas e armazenadas em servidores seguros no Brasil.

Como a CBF monitora apostas ilegais?

A CBF utiliza sistemas de IA para cruzar dados de desempenho com padrões suspeitos de apostas, em parceria com a IBIA e o Ministério do Esporte.

Qual o custo da tecnologia na Seleção?

O orçamento para tecnologia na Seleção cresceu 40% em 2025, totalizando R$ 12 milhões, segundo dados oficiais da CBF.

A tecnologia será usada na Copa de 2026?

Sim, a expectativa é que IA e drones sejam integrados em tempo real durante os jogos, com análises enviadas ao banco de reservas e simulações em realidade aumentada.

Berenice Lustosa Caminha
Especialista em integridade e apostas esportivas
Estuda manipulação de jogos e mercado de apostas; explica o que ameaça a lisura das partidas.
Ver todos os artigos →