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Morre Paulo Angioni, diretor de futebol do Fluminense, aos 80

Paulo Sérgio Scudiere Angioni, diretor executivo de futebol do Fluminense, morreu neste sábado, aos 80 anos, no Rio de Janeiro. O dirigente lutava contra um câncer no pâncreas. Natural do Rio de Janeiro, ele construiu uma das carreiras mais longevas do futebol brasileiro, com mais de quatro décadas de atuação e passagens por Palmeiras, Flamengo, Vasco, Bahia, Corinthians e Olaria, além de quatro passagens pelo Fluminense.

A CBF informou que será realizado um minuto de silêncio em todos os estádios do Brasil neste fim de semana em homenagem ao dirigente. O presidente da entidade, Samir Xaud, divulgou nota oficial sobre a perda.

"Perdemos hoje um pioneiro, um executivo que trabalhou incansavelmente pela profissionalização e modernização do futebol brasileiro, sempre com muita ética e respeito. Paulo Angioni deixa um legado de dedicação ao futebol e de valorização ao lado humano de atletas, comissão técnica e funcionários dos clubes", declarou Samir Xaud.

Reconhecido como um dos pioneiros na função de diretor executivo no Brasil, Angioni também teve passagem pela Seleção Brasileira como supervisor na Copa do Mundo de 1990. A atuação ajudou a profissionalizar a gestão do esporte em um período de grandes transformações no futebol nacional.

Torcedor declarado do Fluminense, Angioni teve quatro passagens pelo clube. A última começou em 2018 e coincidiu com um dos períodos mais vitoriosos da história recente do Tricolor. Durante sua trajetória no clube, o Fluminense conquistou a Taça Rio de 2020, as Taças Guanabara de 2022, 2023 e 2026, os Campeonatos Cariocas de 2022 e 2023, além da Conmebol Libertadores de 2023 e da Recopa Sul-Americana de 2024.

O Fluminense destacou, em comunicado oficial, não apenas a competência profissional do dirigente, mas também seu lado humano.

"Sua contribuição à formação dos jovens será lembrada por muitos e suas lições permanecerão entre nós como exemplo de vida, compaixão e solidariedade", escreveu o clube em suas redes sociais.

A morte de Angioni encerra uma trajetória que atravessou gerações do futebol brasileiro. Para o torcedor que acompanha o dia a dia do clube, a decisão sobre quem assume a função de diretor executivo passa a ser a próxima questão em aberto no Fluminense.

Nayara Pilatti Rondon
Jornalista de esportes olímpicos e modalidades amadoras
Cobre vôlei, atletismo e judô; mostra a justiça desportiva além do futebol.
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