Momentos icônicos da Copa de 2026: Espanha campeã, remada viking e Ilhas Malvinas
A Copa do Mundo de 2026, primeira com 48 seleções, coroou a Espanha campeã após vitória sobre a Argentina na final. O torneio foi marcado por momentos como a remada viking da Noruega, o protesto das Malvinas e a artilharia de Mbappé.
A primeira Copa do Mundo com 48 seleções terminou neste domingo com a Espanha campeã, após derrotar a Argentina por 1 a 0 na final em East Rutherford. O torneio, realizado no Canadá, México e Estados Unidos, proporcionou um espetáculo emocionante e uma sucessão de histórias cativantes, desde a estreia de Cabo Verde até a polêmica envolvendo Folarin Balogun.
A 'Roja' coroou uma campanha marcada pela consistência, controle do jogo e capacidade de se impor em momentos decisivos. Dirigida por Luis de la Fuente, a seleção espanhola bateu a Argentina de Lionel Messi com um gol de Ferran Torres na prorrogação e recuperou o trono após 16 anos. O meio-campista Rodri foi eleito o melhor jogador da competição.
Artilharia e recordes: Mbappé faz história
A disputa pela Chuteira de Ouro esquentou logo no início e manteve o suspense até o fim. Kylian Mbappé terminou como artilheiro da competição com dez gols, após marcar duas vezes na derrota da França por 6 a 4 para a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar. O francês agora também é o maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 22 gols em três torneios, um a mais que Messi.
Estreantes e zebras: Cabo Verde e Curaçao brilham
Estreante em Mundiais, Cabo Verde terminou a fase de grupos invicto e avançou para a fase de 16-avos de final em um grupo que incluía Espanha e Uruguai. "Sinceramente, sinto como se estivesse vivendo um conto de fadas", disse o meio-campista Deroy Duarte depois que a seleção cabo-verdiana garantiu a classificação para enfrentar a Argentina nos 16-avos. Os 'Tubarões Azuis' levaram o time de Lionel Messi ao limite, empatando o confronto duas vezes, antes de a 'Albiceleste' marcar o gol da vitória por 3 a 2 na prorrogação.
A ilha caribenha de Curaçao, o menor país a disputar uma Copa do Mundo, tanto em população quanto em extensão territorial, também viveu seu momento de glória ao segurar um empate sem gols contra o Equador, após ter sofrido uma goleada de 7 a 1 para a Alemanha no jogo de estreia.
Argentina: garra e polêmica nas Malvinas
A Argentina se mostrou vulnerável em vários momentos ao longo da Copa, mas sempre encontrou uma maneira de superar as dificuldades. A equipe passou com facilidade pela fase de grupos, mas precisaram da prorrogação para vencer Cabo Verde e protagonizaram uma virada dramática contra o Egito nas oitavas de final, após estar perdendo por 2 a 0 nos minutos finais. Os argentinos precisaram novamente da prorrogação para derrotar a Suíça nas quartas e estiveram à beira da eliminação contra a Inglaterra na semifinal, antes de marcarem dois gols nos minutos finais.
Na preparação para a semifinal, as discussões foram dominadas pela soberania das Ilhas Malvinas. A Argentina venceu por 2 a 1, garantindo vaga em sua terceira final nas últimas quatro Copas do Mundo. Com o jogo encerrado, os jogadores exibiram uma faixa com os dizeres: "As Malvinas são argentinas". O Reino Unido pediu à Fifa que investigasse o incidente, e a entidade máxima do futebol emitiu um comunicado afirmando que estava "avaliando os relatórios da partida".
Polêmica fora de campo: Balogun e Trump
A Copa transcorreu de forma surpreendentemente tranquila fora de campo, até que o atacante americano Folarin Balogun se viu no centro de uma tempestade política. Balogun, que havia marcado três gols no torneio, foi expulso durante a fase de 16-avos de final contra a Bósnia e Herzegovina, o que o deixaria de fora do jogo seguinte. No entanto, a Fifa interveio e revogou a punição, o que provocou uma chuva de críticas, especialmente após vir à tona que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia interferido no caso. A seleção anfitriã foi goleada por 4 a 1 pela Bélgica nas oitavas de final, com Balogun exercendo pouca influência na partida. Posteriormente, o jogador de 25 anos admitiu que o episódio havia gerado uma pressão adicional sobre a equipe.
Remada viking: Haaland vira fenômeno nas redes
Erling Haaland levou a Noruega às quartas de final, a melhor campanha do país em Copas do Mundo, e também virou sensação nas redes sociais. O atacante do Manchester City ganhou 30 milhões de seguidores no Instagram desde o início do torneio, elevando seu total para mais de 71 milhões. Uma de suas publicações destacou a "remada viking", um momento que se tornou uma das imagens mais memoráveis do torneio. O ritual envolvia os jogadores liderando os torcedores noruegueses em um movimento rítmico de remada, como se estivessem a bordo de um navio viking imaginário.
Perguntas Frequentes
Quem foi o artilheiro da Copa de 2026?
Kylian Mbappé terminou como artilheiro da competição com dez gols, após marcar duas vezes na derrota da França por 6 a 4 para a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar.
Qual foi a polêmica envolvendo Folarin Balogun?
Balogun foi expulso durante a fase de 16-avos de final contra a Bósnia e Herzegovina, mas a Fifa revogou a punição após interferência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O que foi a remada viking na Copa de 2026?
A remada viking foi um ritual liderado por Erling Haaland e os jogadores noruegueses, que lideravam os torcedores em um movimento rítmico de remada, como se estivessem a bordo de um navio viking imaginário.
Como foi a participação de Cabo Verde na Copa?
Cabo Verde, estreante em Mundiais, terminou a fase de grupos invicto e avançou para a fase de 16-avos de final, onde levou a Argentina ao limite antes de perder por 3 a 2 na prorrogação.
Qual foi o protesto das Ilhas Malvinas na semifinal?
Após a vitória da Argentina sobre a Inglaterra na semifinal, os jogadores argentinos exibiram uma faixa com os dizeres "As Malvinas são argentinas", gerando pedido de investigação do Reino Unido à Fifa.