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Mercado de olho: Hércules e Martinelli são peças-chave do Fluminense de Zubeldía

ResumoHércules e Martinelli são peças-chave do meio-campo do Fluminense sob o comando de Zubeldía. A dupla combina juventude e solidez tática, com números que explicam a ascensão no time. O mercado acompanha de perto o desempenho dos jogadores, que ganharam protagonismo desde a chegada do técnico.

Com a chegada de Zubeldía ao Fluminense, Hércules e Martinelli ganharam protagonismo no meio-campo. O mercado acompanha de perto o desempenho da dupla, que combina juventude e solidez tática. Entenda os números que explicam a ascensão.

Berenice Lustosa Caminha
por Berenice Lustosa Caminha · 16 de julho de 2026
Mercado de olho: Hércules e Martinelli são peças-chave do Fluminense de Zubeldía

A ascensão de Hércules e Martinelli no Fluminense de Zubeldía não passou despercebida pelo mercado. Os dois volantes, antes alternando entre reservas e titulares eventuais, tornaram-se peças fixas no esquema do técnico argentino. Clubes da Europa e do Brasil monitoram cada partida, enquanto a diretoria tricolor avalia propostas futuras. O desempenho da dupla é o principal termômetro da solidez defensiva e da transição ofensiva da equipe.

Hércules e Martinelli são titulares absolutos no meio-campo do Fluminense desde que Zubeldía assumiu. Martinelli é o líder de desarmes do elenco, com média de 3,2 por jogo, e acumula 85% de precisão nos passes curtos. Hércules, por sua vez, é o principal passador longo, com 4,1 lançamentos certos por partida, e já marcou 3 gols na temporada. A dupla compensa a saída de André para o futebol europeu, oferecendo proteção à zaga e saída de jogo.

O papel de Martinelli na proteção à zaga

Martinelli atua como primeiro volante, posicionado à frente dos zagueiros. Sua principal função é quebrar linhas de passe adversárias e recuperar a posse. Nos dados do Campeonato Brasileiro, ele é o segundo jogador com mais interceptações por jogo (2,8), atrás apenas de volantes de clubes do G-4. A média de 6,1 ações defensivas por partida coloca Martinelli entre os cinco melhores da posição na Série A.

A intensidade defensiva de Martinelli é o principal ativo que atrai olheiros europeus. Clubes da Premier League e da La Liga já enviaram observadores a jogos do Fluminense para avaliar o volante de 23 anos. A multa rescisória é de 60 milhões de euros, valor que o mercado considera alto para o futebol brasileiro, mas factível para clubes ingleses de meio de tabela.

Hércules: o volante que constrói jogadas

Hércules é o oposto complementar. Mais avançado, ele recebe a bola entre os zagueiros e inicia a construção das jogadas. A média de 52 passes certos por jogo, com 78% deles no campo ofensivo, mostra sua vocação para a criação. Além disso, Hércules é o jogador do elenco com mais passes para finalização (2,1 por jogo), indicando sua capacidade de servir atacantes.

O mercado europeu vê em Hércules um volante moderno, capaz de atuar como box-to-box. Clubes portugueses e franceses já consultaram o Fluminense, mas a diretoria só aceita propostas acima de 35 milhões de euros. Aos 22 anos, Hércules tem margem para valorização, especialmente se mantiver o ritmo de gols e assistências.

A dupla no esquema de Zubeldía

Zubeldía montou o Fluminense em um 4-2-3-1 que exige muito dos volantes. Martinelli e Hércules formam a dupla de sustentação, com liberdade para alternar funções. Quando um ataca, o outro cobre. Nos jogos contra times que pressionam alto, Martinelli recua para compor linha de três com os zagueiros, enquanto Hércules sobe para o meio. Essa adaptabilidade é o que torna a dupla difícil de substituir.

Os números de posse de bola confirmam a importância da dupla. O Fluminense tem 54% de posse média com ambos em campo, contra 47% quando um deles está ausente. A taxa de conversão de passes no terço final também sobe de 72% para 81% com a dupla titular. São indicadores que justificam o assédio do mercado.

O mercado de olho: propostas e valores

O Fluminense já recusou duas propostas por Martinelli em 2025: uma de 18 milhões de euros do futebol russo e outra de 22 milhões de um clube da Arábia Saudita. A diretoria entende que o valor de mercado do jogador subiu após a sequência como titular, e só negocia a partir de 30 milhões de euros. Já Hércules recebeu consultas de clubes portugueses, mas sem proposta formal.

A dupla é vista como ativo de longo prazo. O Fluminense não tem pressa para vender, especialmente porque ambos têm contratos até 2028. A estratégia é esperar a janela europeia de meio de ano, quando clubes mais ricos costumam fazer ofertas. O mercado árabe também monitora, mas a preferência dos jogadores é por clubes europeus.

Riscos e oportunidades para o Fluminense

Manter a dupla até o fim da temporada é prioridade, mas o risco de perder um dos dois na janela de julho é real. Se Martinelli for vendido, Zubeldía terá que adaptar o esquema, possivelmente com a entrada de um volante mais marcador. Se Hércules sair, a saída de bola perde qualidade. O Fluminense já mapeia reposições no mercado interno, mas nenhum nome tem o mesmo perfil.

A janela de transferências de 2026 será decisiva. Se a dupla mantiver o nível atual, o Fluminense pode faturar entre 60 e 80 milhões de euros com as vendas. O dinheiro seria usado para quitar dívidas e reforçar o elenco. O mercado, enquanto isso, segue de olho.

Perguntas Frequentes

Por que Hércules e Martinelli são peças-chave no Fluminense?

Porque formam a dupla de volantes titular absoluta no esquema de Zubeldía, combinando proteção defensiva (Martinelli) e construção de jogadas (Hércules).

Qual o valor de mercado de Martinelli?

A multa rescisória é de 60 milhões de euros, mas o Fluminense negocia a partir de 30 milhões de euros.

Qual o valor de mercado de Hércules?

A diretoria só aceita propostas acima de 35 milhões de euros, com multa rescisória de 50 milhões.

Quais clubes monitoram a dupla?

Clubes da Premier League, La Liga, Portugal e França já enviaram observadores. O mercado árabe também consultou.

O Fluminense pretende vender os dois na mesma janela?

A diretoria prefere vender apenas um por janela para não desestruturar o time, mas ofertas muito altas podem mudar o planejamento.

Como Zubeldía monta o meio-campo sem a dupla?

Em jogos contra times mais fracos, ele escala um volante mais ofensivo. Contra adversários fortes, usa um terceiro zagueiro e apenas um volante de origem.

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