River Plate gasta muito e não retoma protagonismo: entenda
O River Plate vive um paradoxo. Apelidado de "Millonario", o clube faturou mais de R$ 1 bilhão na temporada passada, impulsionado pela exploração comercial do Monumental de Núñez e por um forte plano de sócio-torcedor. O estádio, que poderá receber 101 mil pessoas a partir de 2029, é um dos pilares desse sucesso financeiro. Mesmo assim, o time não é campeão desde 2024.
A resposta direta para a pergunta que move esta reportagem: o dinheiro entra, mas os resultados não acompanham. O último fracasso foi a eliminação na Copa Sul-Americana, que culminou com a saída do técnico Eduardo Coudet. Na disputa por pênaltis contra o Independiente Santa Fe, o goleiro Santiago Beltrán defendeu três cobranças, mas perdeu a que bateu, selando a queda do River. O ge tenta explicar por que o campo não acompanha as finanças.
Nicolás Berardo, jornalista que cobre o River Plate pelo Diário Olé, atribui o momento ruim às escolhas feitas pelo departamento de futebol. A análise é direta: a margem de erro é zero. Com um orçamento bilionário, cada contratação e cada decisão tática pesam mais. O clube, que virou potência financeira da América e conseguiu contratar Almada, ainda busca traduzir esse poderio em títulos.
A pressão aumenta a cada eliminação. Para o torcedor, a cobrança é imediata. Para a diretoria, o desafio é transformar receita em performance. Enquanto isso, o River Plate segue como um dos clubes mais ricos do continente, mas com a taça cada vez mais distante. A próxima temporada será o teste para saber se o investimento finalmente vai render em campo.