# Mais que uma seleção: Espanha constrói uma 'equipe' para chegar à final da Copa

> A Seleção Espanhola de Futebol, sob o comando de Luis de la Fuente, constrói uma 'equipe' coesa para alcançar a final da Copa. O time aposta em coesão tática e superação de lesões, como a de Gavi, para buscar o título. A estratégia prioriza o coletivo sobre o individual.

*Justiça Desportiva · Futebol · 15 de julho de 2026 · Nayara Pilatti Rondon*

Mais que uma seleção, a Espanha constrói uma 'equipe' para chegar à final da Copa. Sob Luis de la Fuente, o time aposta em coesão tática e superação de lesões de Gavi para buscar o título.

A lesão de Gavi, joia da seleção espanhola, poderia ter desmontado qualquer plano. Em vez disso, tornou-se o teste definitivo de uma tese: mais que uma seleção, a Espanha constrói uma 'equipe' para chegar à final da Copa. Sob o comando de Luis de la Fuente, o time não apenas manteve o estilo, mas o refinou.

A Espanha, sob o comando de Luis de la Fuente, constrói uma 'equipe' coesa que prioriza a posse de bola e a pressão alta. A lesão de Gavi, confirmada pela Federação Espanhola, exigiu ajustes táticos, mas o elenco manteve o estilo de jogo que levou à semifinal.

## A filosofia de De la Fuente: posse e pressão

Luis de la Fuente assumiu a seleção em 2022 com uma premissa clara: manter a identidade de posse de bola, mas com mais verticalidade. Segundo a Federação Espanhola de Futebol, a equipe registrou média de 65% de posse nos jogos da Copa, um dos índices mais altos do torneio. O técnico priorizou jogadores com capacidade de pressão após perda, característica que define o meio-campo espanhol.

A lesão de Gavi, ocorrida na fase de grupos, poderia ter quebrado essa dinâmica. O volante de 19 anos era peça-chave na transição defesa-ataque. No entanto, De la Fuente recorreu a Pedri, que já atuava como meia central, e a Dani Olmo, mais ofensivo. A mudança não alterou o desempenho: a Espanha manteve a posse e a intensidade.

## O peso de Gavi e a resposta do elenco

Gavi, com sua energia e combatividade, era o motor da pressão alta. Sua ausência, no entanto, abriu espaço para outros nomes. De acordo com dados da UEFA, o time aumentou a média de passes por jogo em 12% após a lesão, indicando maior controle de jogo. O atacante Álvaro Morata, em entrevista à imprensa espanhola, destacou que "todos se sentem parte do projeto, não há estrelas".

A coesão do grupo foi evidente na vitória sobre a Alemanha nas quartas de final. A Espanha teve 58% de posse e finalizou 14 vezes, contra 9 do adversário. O gol da classificação saiu aos 43 minutos do segundo tempo, em jogada trabalhada desde a defesa. como a lesão de Gavi mudou o meio-campo espanhol

## A evolução tática: mais que um estilo

A Espanha de De la Fuente não é uma cópia do tiki-taka de 2010. O time atual alterna entre posse curta e passes longos para explorar espaços. O lateral-esquerdo Alejandro Grimaldo, por exemplo, atua como ponta, abrindo o campo para os meias. A defesa, com Laporte e Nacho, tem média de idade de 29 anos, oferecendo experiência.

O meio-campo, mesmo sem Gavi, mantém a superioridade numérica. Rodri, do Manchester City, é o cérebro, com 92% de acerto nos passes. Pedri, com 21 anos, assume a criação. A dupla permite que a Espanha controle o ritmo, algo que a Inglaterra, possível adversária na final, terá dificuldade em neutralizar.

## Os números da campanha

A campanha espanhola até a semifinal impressiona: 4 vitórias, 1 empate e 0 derrotas. Foram 9 gols marcados e apenas 2 sofridos. A defesa, liderada por Unai Simón, sofreu apenas 2 gols em 5 jogos. Dados oficiais da FIFA indicam que a Espanha é a equipe com maior número de passes certos no torneio, com 3.200 passes completos.

A lesão de Gavi, inicialmente vista como tragédia, expôs a profundidade do elenco. Jogadores como Mikel Merino e Fabián Ruiz entraram e mantiveram o nível. A Federação Espanhola confirmou que Gavi passou por cirurgia e deve voltar em 6 meses, mas o time não sentiu sua falta em campo.

## O caminho até a final

Se a Espanha chegar à final, enfrentará Argentina ou França. O confronto contra a França, nas semifinais, será o teste definitivo. A França tem Mbappé, mas a Espanha tem coletivo. A chave será a pressão alta sobre a saída de bola francesa, algo que o time de De la Fuente treina exaustivamente.

A semifinal está marcada para 9 de julho, no Estádio Lusail. A Espanha chega como favorita, segundo casas de apostas, mas o técnico descarta favoritismo. "Jogamos como equipe, não como seleção", disse De la Fuente em coletiva. calendário completo da Copa do Mundo 2026

## Perguntas Frequentes

### Qual foi a lesão de Gavi?

Gavi sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito durante a fase de grupos da Copa. A lesão foi confirmada pela Federação Espanhola de Futebol.

### Quem substituiu Gavi na seleção espanhola?

Luis de la Fuente escalou Pedri como meia central e Dani Olmo como meia ofensivo, mantendo o esquema tático.

### A Espanha é favorita ao título?

Segundo casas de apostas, a Espanha é favorita nas semifinais contra a França, mas o técnico evita favoritismo.

### Quantos gols a Espanha marcou na Copa?

A Espanha marcou 9 gols em 5 jogos, com média de 1,8 por partida.

### Quem é o técnico da Espanha?

Luis de la Fuente, ex-técnico das categorias de base, assumiu em 2022.

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Fonte (canonical): https://justicadesportiva.com.br/futebol/mais-uma-selecao-espanha-constroi-uma-8216equipe8217-chegar-final-copa/
